Exterior anima, mas Risco Eleitoral continua.

Pessoal, esse texto é bastante interessante e da uma boa ideia de como mesmo com a melhora no Exterior o cenário eleitoral afeta nossa economia de mercado.

**O texto foi originalmente publicado em A Bula do Mercado

O cenário externo pode continuar dando a contribuição para mais um dia de menor pressão sobre os ativos brasileiros, após o acordo comercial entre Estados Unidos e México alimentar esperanças de uma solução com a China, mantendo o apetite por risco lá fora. Mas a incerteza no cenário eleitoral tende a continuar trazendo volatilidade ao mercado financeiro local.

Sem a previsão de divulgação de pesquisa sobre a corrida presidencial por ora, o foco se volta para a entrevista de Jair Bolsonaro no Jornal Nacional, à noite. Além disso, os investidores também devem ficar atentos aos próximos julgamentos na Suprema Corte (STF). Hoje, a Primeira Turma deve decidir se o candidato do PSL pode virar réu mais uma vez, sob acusação de racismo.

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Já na semana que vem, o Supremo deve voltar a discutir a liberdade do ex-presidente Lula. O relator da Lava Jato na Corte, o juiz Edson Fachin, liberou para o plenário o julgamento do recurso ao habeas corpus negado em abril, antes de o líder petista ser preso. A previsão é de que o tema entre em pauta até o dia 13 de setembro.

Esse noticiário político-jurídico deve redobrar a cautela nos negócios por aqui, reduzindo o ímpeto do mercado doméstico de seguir o ambiente externo. Por lá, os investidores seguem animados com o anúncio feito ontem por Donald Trump, de que EUA e México revisaram partes importantes do Nafta e chegaram a um “grande” acordo comercial.

Porém, o chefe da Casa Branca disse que não é o momento certo para retomar as negociações comerciais com a China, reduzindo as expectativas quanto ao fim de um impasse com Pequim. Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram na linha d’água, um dia após o Dow Jones encerrar um longo período de correção, que durou seis meses.

Já as principais bolsas europeias estão em alta, pegando carona com os ganhos da véspera em Wall Street, o que também embalou o pregão na Ásia – exceto em Xangai, que fechou em leve baixa. O yuan chinês (renminbi) voltou a fechar mais forte em relação ao dólar, após o Banco Central local (PBoC) fixar a maior taxa diária de referência em 14 meses.

Nas demais moedas, o peso mexicano devolve parte dos ganhos de ontem, na esteira do acordo firmado entre Trump e o presidente Enrique Pieña Neto. Agora, as atenções se voltam para o Canadá, que, por enquanto, ficou de fora do “grande acordo”. A lira turca também recua, diante da ausência de solução desde as sanções impostas pelos EUA contra Ancara.

Com isso, o otimismo em torno do acordo EUA-México pode estar apenas ofuscando os problemas que a Casa Branca vêm enfrentando, seja em relação às tensões geopolíticas, à guerra comercial ou mesmo aos dramas legais envolvendo Trump, em meio à proximidade das eleições legislativas (mid term elections) no país. Por isso, os ganhos dos ativos de risco continuam frágeis e a melhora de ontem pode não ter passado de um repique.

Por aqui, o radar segue no início da propaganda eleitoral dos presidenciáveis em cadeia nacional de rádio e televisão, no dia 1º de setembro. A expectativa do mercado é de que a campanha tenha reflexos nas próximas pesquisas e a principal aposta é de que o candidato preferido entre os investidores, Geraldo Alckmin, ganhe a preferência também do eleitorado.

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Afinal, o tempo de exposição do tucano durante o horário político será de mais de cinco minutos, após o acordo firmado entre o PSDB e o Centrão. Trata-se da maior fatia em relação aos adversários e Alckmin pretende usar essa vantagem para mirar “inconsistências” de Bolsonaro, desidratando o líder nas pesquisas, no cenário sem Lula.

Os mais recentes levantamentos trouxeram o ex-governador de São Paulo com menos de dois dígitos entre as intenções de voto, ao mesmo tempo em que cresceu o temor de o PT disputar o segundo turno do pleito contra o PSL. A não subida do tucano e a chance de um segundo turno entre “extremos” içaram o dólar para R$ 4, aumentando o prêmio de risco do Brasil.

Com o segundo maior tempo na TV, mas equivalente à menos da metade do de Alckmin, está o PT. Aliás, a defesa de Lula tem até quinta-feira para se pronunciar sobre os pedidos de impugnação da candidatura dele à Presidência da República. No dia seguinte, quando começa o horário político, pode ter início o julgamento em relação ao registro do ex-presidente.

Porém, a tendência é de que o caso só seja avaliado na próxima semana. Até uma decisão final sobre a inelegibilidade de Lula e a permanência dele na campanha, o mercado local deve ficar mais volátil. Ao mesmo tempo, Bolsonaro vai conquistando a simpatia dos investidores, com o seu provável ministro da Economia, Paulo Guedes, dando suporte às ideias liberais.

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Com isso, o noticiário sobre as eleições de outubro tende a seguir no radar dos investidores. Ainda mais diante de uma agenda econômica fraca, que só ganha força a partir de amanhã. Hoje, o calendário do dia traz apenas a confiança da indústria brasileira (8h) e do consumidor norte-americano (11h), ambos referentes ao mês de agosto.

Texto Original escrito por Olivia Bulla (Top Voices LinkedIn 2016 Jornalista e Especialista em Economia e Mercado Financeiro)

Mauricio A. de Paula

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6 Práticas que me ajudaram a virar DIRETOR em uma Megaempresa

Você busca ascensão profissional, mas aguarda oportunidades para galgar cargos e desafios maiores? Que tal criá-los você mesmo?

A maioria das vagas de gestão em grandes empresas que possuem características meritocráticas costumam ser ocupadas por colaboradores internos que se destacam, mas a dificuldade de quem almeja crescimento está na VISIBILIDADE.

Muita gente fica chateada quando a empresa busca profissionais no mercado sendo que existe capacidade interna para ocupar aquela cadeira, mas tão importante quanto a experiência e o conhecimento técnico, passar segurança em situações difíceis te elevará a uma competência requisitada a cargos de alta gestão. Estes momentos “mágicos” de provação podem te levar ao auge corporativo se você tiver a atitude correta!

Aos 26 anos eu já possuía razoável bagagem técnica e operacional, mas foi a postura de me colocar à disposição em projetos importantes de integração que as coisas aconteceram. A empresa se tornaria maior com aquisições e eu aproveitaria esse “momento mágico” para colocar meu trabalho na vitrine. Apesar de não ter nenhuma vaga aberta na época, busquei consolidar minha posição de liderança e referência técnica. Um ano depois, com a integração concluída, finalmente veio o convite para assumir uma diretoria.

 “O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las” – Francis Bacon

Mesmo que a oportunidade em si ainda não existir oficialmente, é preciso se utilizar destes momentos para se destacar e mostrar que além dos requisitos técnicos você já tem maturidade comportamental perante as dificuldades: a tal “casca grossa”.

Mas como ganhar visibilidade gradativamente? Algumas estratégias que usei na minha caminhada podem te auxiliar. É claro que tudo depende da cultura da empresa que você está inserido, em algumas delas você terá mais abertura para exercitá-las, outras nem tanto. Portanto não encare essas boas práticas como uma receita de bolo, adapte a sua realidade, teste em seu ambiente e busque outras práticas que possam complementar a busca por seu propósito.

#1 Valores

Eles não são um diferencial e sim pré-requisitos para ser, primeiramente, aceito na cultura da companhia. Suas ações devem corresponder, em qualquer ocasião, com os valores da empresa. Pequenas atitudes que possam parecer inofensivas acabam interferindo em como você é visto por colegas, pares e gestores, podendo atrapalhar sua visibilidade. Partilhar do propósito da empresa como parte de sua vontade pessoal também deixa as coisas mais fáceis!

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#2 Competências técnicas no início da carreira

Conforme você vai se aproximando das linhas mais altas da hierarquia, mais generalista você precisa ser. Uma visão holística de toda a empresa te permite atacar diversos assuntos e contribuir em discussões mais estratégicas. Por outro lado, é necessário ter conhecimentos técnicos prévios e profundos para se tornar referência em metodologias de gestão, criando assim um alicerce que interesse ao board para te convidar de reuniões como estas. No início de carreira, buscar certificações profissionais relacionadas a métodos de gerenciamento como gestão de projetos e de processos, te darão munição para atuar na identificação de causas-raízes de problemas e na montagem mais rápida de soluções. (No meu caso fiz ambas: (PMP e CBPP).

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Ganhar espaço e visibilidade contribuindo com a solução de problemas é um fator determinante para que diretores e vice-presidentes tenham confiança em você, te dando terreno para participar cada vez mais de reuniões importantes na empresa.

#3 Migração gradativa para a gestão

Um dos erros mais comuns entre gerentes e coordenadores que buscam crescimento é a paixão cega pela operação. A maior dificuldade para se realizar uma transição segura entre cargos médios para a alta gestão está justamente no desprendimento da especialização de seus conhecimentos e funções, migrando gradativamente para a gestão de indicadores e tendo uma visão sistêmica de processos.

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Enquanto problemas menores chegarem até você para solução, você nunca estará pronto para buscar um novo patamar, já que seus diretos não possuem ainda senioridade para solução e/ou por você não dar o espaço necessário para o crescimento dos mesmos. Delegue mais e permita que seu time busque mais autonomia.

#4 Mostrar resultados diariamente

Outro desafio comum durante a transição de uma carreira média para a alta gestão é o interesse por números. Mais do que gerir indicadores de sua própria área, é importante avançar no conhecimento de números capitais para a empresa, sabendo como apoiá-los, ligando seu trabalho à esta contribuição.

Encontre conexões entre o esforço do seu time com indicadores importantes e crie vínculos para demonstrar como você pode ajudar ainda mais nos resultados da companhia. Tenho dois exemplos muito claros de como fazer esse link:

  1. Se sua área realiza uma operação interna que subsidia a captação de novos clientes, tente vincular o seu esforço a uma parcela desta captação, mostre que sem seu trabalho ou com melhorias que você vem fazendo este indicador seria menor, logo menos receita estaria entrando;
  2. Se sua equipe trabalha com uma operação burocrática, mas essencial para o processo, tente vincular melhorias que você vem fazendo e que contribui com a redução de custos, melhorando assim o resultado da empresa.

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Números como estes saltam aos olhos de qualquer executivo, já que resultados financeiros são importantes para investidores. Mostrar benefícios, através de corte de despesas ou de ganhos de receita são táticas infalíveis para você ganhar espaço na pauta da alta gestão de qualquer empresa.

#5 Apoiar proativamente áreas deficitárias da empresa

Esta estratégia deve ser feita com muito cuidado. Demonstrar empatia e ser solidário ao auxiliar outras áreas que estão fora do seu escopo de trabalho deve ser algo natural para não ser caracterizado como arrogância.

Ser referência no apoio de áreas pares, demonstra sua capacidade de entender outras partes da empresa e que dispõe de tempo dando assim dois recados importantes: (1) imagina-se que sua própria área está andando bem e que o seu time já tem autonomia e (2) senioridade para “tocar” sozinho a operação.

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Ser reconhecido por estar sempre disposto a ajudar é uma boa característica para alcançar novos patamares de gestão dentro de sua empresa.

#6 Se interessar pela estratégia

Pensar no futuro e parar de apagar incêndio. Outra importante habilidade que deve ser absorvida e trabalhada por quem espera assumir uma cadeira na alta gestão. Enquanto seu interesse for apenas na operação, significa que você e sua equipe ainda não estão prontos para uma busca maior, seja você para uma diretoria e alguém do seu time em seu atual cargo.

Quando te “sobra” tempo para ajudar outras áreas e pensar no futuro, quer dizer que está mais próximo de um cargo estratégico.

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Eu sempre dediquei tempo com meu time para pensar no futuro. Tentava buscar referências na estratégia da empresa como um todo para desenhar com a equipe nosso próprio plano para os próximos 1, 2, 5 anos. Foi desta maneira que comecei a exercitar pensamentos de longo prazo, determinar a criação de novos projetos e estabelecer indicadores linkados com o negócio.

Apesar de se dedicar profissionalmente para uma ascensão, a verdade é que nunca estamos totalmente prontos para uma nova função, mas se você busca um cargo maior de liderança, exercitar diariamente estas 6 estratégias te deixará mais próximo de habilidades e competências exigidas quando uma possível vaga de diretoria aparecer na sua frente.

Texto original de Eberson Terra – Linkedln

Mauricio A. de Paula

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Qual é sua disposição de dar a cara a tapa?

Imagine a situação em que você faz parte de um grupo de trabalho, onde cada integrante é responsável pelo gerenciamento de suas próprias ações. Tudo no mais moderno estilo gestão horizontal, no qual os profissionais têm autonomia para tomar suas próprias decisões.

A vida segue tranquila. Todos têm cumprido prazos, o cliente está feliz com as entregas e as metas estão sendo alcançadas. Nada para impedir que os comunicados dos status das ações sigam o fluxo via relatórios online, troca de e-mails ou calls pontuais.

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Eis que, de repente, surge uma crise. E agora, de quem é a responsabilidade de manter o otimismo do time, mapear a situação, reorganizar as tarefas? Não basta apenas utilizar o poder de comunicação para acalmar o cliente. É preciso colocar a mão na massa e fortalecer esse laço com ele por meio de uma postura comprometida.

Por mais que as estruturas de trabalho se modernizem, todo grupo de trabalho precisa ser integrado por um profissional com perfil para nortear o time, falar por ele e reavaliar o rumo em momentos de alto estresse. Não estou referindo-me a porta-vozes e nem necessariamente a profissionais com cargo de chefia, mas sim àqueles que chamam a responsabilidade para si e partem em busca da melhor solução, com inteligência emocional, maturidade e habilidade para se comunicar com diferentes níveis hierárquicos, se for preciso.

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Só conhecemos um líder nato – independentemente do cargo que ocupe – em momentos de crise, e a ausência dele em situações adversas tende a criar um espiral negativo no grupo.

E na sua empresa, qual tem sido o desempenho das lideranças?

Colaboração: Fernando Mantovani – Diretor Geral da Robert Half

Mauricio A. de Paula

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Experiência: o que realmente conta para o empregador?

Certa vez ouvi um jovem argumentar: “estou há sete anos no mercado de trabalho e já passei por cinco empresas diferentes e, com isso, eu acumulei muita experiência em pouco tempo”. Eu só concordo com o discurso se as curtas passagens forem justificadas pelo envolvimento em projetos, com apresentação de resultados que comprovem o benefício da ação para a empresa, os negócios e a carreira do empregado. Caso contrário, tenho minhas dúvidas!

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Analise comigo. Você acha mesmo possível classificar como experiência em plantação um profissional que apenas abriu buracos na terra, jogou sementes e logo partiu para procurar emprego em outra região? Para ter um currículo mais rico e atraente aos olhos do futuro empregador, não seria importante que esse mesmo profissional tivesse na bagagem a experiência de avaliar se o solo é fértil, ver a semente germinar, entender a que tipos de adversidades esse processo está suscetível na região em questão e, então, ter capacidade para mapear ações corretivas e preventivas?

É desse tipo de experiência que as empresas falam e buscam. Se o profissional ficou menos de dois anos em uma empresa, muito provavelmente ele não teve tempo para concluir um ciclo de desenvolvimento. Isso inclui desempenhar as ações que lhe forem propostas de maneira satisfatória, entender a cultura da corporação e o modelo de trabalho de pares e gestores, mapear possibilidades de crescimento dentro da companhia e avaliar a afinidade com a área em questão, entre outros fatores. E, dentro desse cenário, fazer uma autoanálise sobre pontos fortes e de melhoria dentro de suas habilidades técnicas e comportamentais.

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Não estou dizendo aqui que você deva negar uma oferta de trabalho dos sonhos porque está há pouco tempo no atual emprego. Meu alerta é sobre a necessidade de planejamento para que as movimentações na carreira façam sentido para o seu momento pessoal e profissional, evitando insegurança no futuro empregador.

Como eu disse no começo, ao menos que você tenha um histórico de atuações em projetos, o acúmulo de curtos períodos em empregos anteriores tende a classificar seu currículo como frágil. Você não quer que o mercado te veja como um profissional com pouco comprometimento, concorda?

Robert Half – colaborador: Fernando Mantovani

Mauricio A. de Paula

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Tesouro Direto: por que a maioria está resgatando e o que você deveria fazer?

Segundo dados do Tesouro Nacional, desde agosto de 2017 os investidores têm mais resgatado do que aplicado em títulos na plataforma Tesouro Direto. Três razões explicam esse movimento dos investidores. Entretanto, o que parece ser algo ruim, na verdade é uma oportunidade que está sendo desperdiçada.

Conforme pode ser visto no gráfico abaixo, depois de 26 meses de aplicação líquida positiva na plataforma do Tesouro Direto (TD) ela deve apresentar seu décimo primeiro mês consecutivo de resgates agora em junho.

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Aplicação líquida em títulos públicos (compras – vendas) na plataforma Tesouro Direto (Fonte: Tesouro Nacional).

O movimento pessimista dos investidores pode ser explicado por três fatores: baixa rentabilidade da renda fixa, busca por aplicações mais agressivas e quebra de expectativa dos investidores.

A redução da taxa Selic realizada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) iniciada em outubro de 2016 trouxe a remuneração da renda fixa brasileira para os níveis historicamente baixos. Esse movimento trouxe como consequência um rebalanceamento dos portfólios.

Os investimentos em renda fixa são usualmente mais conservadores. Entretanto, como no passado a remuneração era interessante, mesmo investidores com perfil moderado e agressivo concentravam suas aplicações em renda fixa. A queda nas taxas fez com que esses investidores procurassem alternativas mais agressivas como fundos multimercado, fundos de investimentos imobiliários e fundos de ações.

No entanto, os títulos que sofreram mais resgates do TD não foram os mais conservadores, mas os referenciados a IPCA e prefixados, que são aqueles que possuem maior volatilidade e podem resultar em perda de capital caso seja vendido antes do vencimento.

Nos dez meses terminados em maio de 2018, os resgates nesses dois tipos de títulos ultrapassaram em mais de R$ 4 bilhões o valor de compras nos mesmos. Enquanto nos dez meses anteriores, a captação líquida (compra-venda) somou mais de R$ 5 bilhões. Essa forte reversão é explicada pela quebra de expectativa de rentabilidade dos investidores.

Quem investiu nesses dois tipos de títulos (prefixado e referenciado a IPCA) em qualquer dia desde meados de 2015 e manteve o título até o final de 2016 obteve rentabilidades superiores ao retorno do título mais conservador (Tesouro Selic).

No gráfico abaixo, é possível ver que quem investiu no segundo semestre de 2015, teve retornos de até 20% acima da Selic até o início de 2017. Essa rentabilidade extraordinária atraiu muitos investidores.

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Retorno médio dos títulos públicos prefixados e referenciados a IPCA em excesso ao retorno da Selic. O gráfico mostra a rentabilidade média em excesso desses títulos para um investimento em qualquer dia desde meados de 2015 até 30/12/2016 (Fonte: Economatica)

Entretanto, essa expectativa de rentabilidade em excesso foi frustrada. O gráfico abaixo mostra que quem investiu nesses dois tipos de títulos em quase qualquer dia desde o início de 2017 e os manteve até o final de junho de 2018, na média, perdeu da remuneração da Selic. Apenas os títulos prefixados apresentaram melhor desempenho quando o investimento foi feito no primeiro semestre de 2017.

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Retorno médio dos títulos públicos prefixados e referenciados a IPCA em excesso ao retorno da Selic. O gráfico mostra a rentabilidade média em excesso desses títulos para um investimento em qualquer dia desde o final de 2016 até 29/06/2018 (Fonte: Economática).

Essa quebra de expectativa demonstra o desconhecimento daqueles que investiram nesse tipo de título. De fato, quando as taxas de juros de longo prazo sobem, como ocorreu nos meses de maio e junho de 2018, esses títulos apresentaram forte queda. Mas é justamente quando as taxas sobem que os títulos ficam mais interessantes para serem adquiridos.

Para aproveitar a oportunidade com as taxas de renda fixa mais elevadas, o investidor deve atentar para o vencimento dos títulos. De preferência, só adquira títulos com vencimento longo se puder mantê-los por todo o prazo, pois quanto maior a maturidade do título, maior sua volatilidade com os movimentos das taxas de juros.

Prefira os títulos referenciados a Selic se precisa dos recursos até dois anos. O Tesouro Prefixado com vencimento em 2021 é o ideal para investimentos até três anos. Para aplicações com horizonte mais longo, os títulos referenciados ao IPCA oferecem, além da proteção contra a perda do poder de compra, um ganho acima da inflação bastante interessante.

Como são investimentos para o longo prazo, recomenda-se não se deixar levar pela volatilidade de curto prazo. Se mantiver os títulos até o vencimento, vai obter a rentabilidade contratada.

Contribuição Site UOL-Finanças por Michael Viriato

Mauricio A. de Paula

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O Que é Resiliência Humana? (e Como Utilizá-la)

Pessoal, todos nós passamos por momento difíceis e ser resiliente não é uma das tarefa mais fáceis, principalmente se levarmos em consideração as emoções se se afloram durante períodos de baixa estima.

Abaixo recebo com muito prazer mais uma contribuição do Juan O’Keeffe que discute exatamente o tema resiliência….apreciem o texto que é sensacional!!!!

 

O Que é Resiliência Humana? (e Como Utilizá-la)

A vida de todos nós é cheia de dificuldades. Uma hora é a perda do emprego, outra hora roubaram o carro, noutra vez é o fim de um relacionamento. Esses são apenas alguns exemplos de experiências desafiadoras pelas quais passamos.

Todos nós somos testados constantemente. Viver envolve encarar desafios a todo momento. Em situações como essas, tem vezes que reagimos de forma extremamente emocional e resistindo à mudança. Ficamos presos àquele passado ruminando a respeito do ocorrido.

Outras vezes conseguimos nos recobrar rapidamente e seguir em frente. Estamos sendo resilientes justamente nessas horas que passamos por cima do ocorrido e encaramos a nova realidade não importa quão dura ela seja.

Resiliência é a capacidade de se adaptar em relação a situações adversas que se apresentam na vida. Agir com resiliência significa conseguir superar problemas, pressão, obstáculos, traumas, tragédias e outras fontes significativas de stress mantendo o equilíbrio psicológico e emocional.

A resiliência não é uma questão de mudar o fato ocorrido, mas sim de se posicionar frente a ele de tal forma que seja possível superá-lo. Adaptação é a palavra-chave.

Lembro que aprendi o que significa resiliência uma vez que estava trabalhando para uma empresa multinacional gerenciando um projeto que gostava muito. O produto que estávamos desenvolvendo era promissor, a metodologia de trabalho estava super alinhada com a forma como eu gostava de trabalhar, a equipe do projeto era super bacana e eu tinha um bom relacionamento com o cliente. Tava realmente curtindo.

Até que um dia o meu chefe na época chegou e disse: “Juan, temos um novo projeto desafiador que precisamos de você e quero que você assuma.”. Na hora tive uma conversa franca com ele apresentando todos os motivos pelos quais achava que eu devia continuar no projeto que estava. Não foi uma conversa fácil e ele também apresentou os argumentos dele fortemente em favor da minha mudança. Eu ainda tinha opção de continuar no projeto que estava mas em detrimento de outros fatores. Colocadas as cartas na mesa, me deu alguns dias para decidir o que eu gostaria de fazer.

Depois de calmamente considerar as opções optei por mudar e encarar o novo desafio que ele tinha me proposto. Deixei pra trás o projeto que gostava e encarei o novo com tudo. Passei por uma mudança completa de foco e por uma fase de adaptação.

Tempos depois na revisão anual de performance lembro muito bem que recebi dele um feedback super positivo sobre o meu desempenho no ano. Uma das coisas que me marcaram foi quando ele falou que um dos meus pontos fortes foi a minha resiliência citando esse episódio como exemplo. Foi aí que aprendi o significado de resiliência.

E não trata-se de ser uma pessoa resiliente. A resiliência, assim como outras virtudes, não é algo que temos ou não temos de maneira absoluta. Todos temos todas as virtudes. Só que às vezes conseguimos aplicá-las melhor que outras. Às vezes conseguimos ser mais resilientes e outras nem tanto.

Citei acima um exemplo de quando consegui ser resiliente. Mas posso pensar outros que me comportei completamente no lado oposto ficando incomodado por muito tempo com um fato que tinha ocorrido. No fim a conclusão é sempre a mesma. Resistir não resolve. Só serve para continuar se machucando. O quanto antes passar pra frente e encarar o novo capítulo da vida menos doloroso vai ser.

Não significa que ao aprender ser resiliente você está imune aos problemas. A dor emocional e tristeza é presente da mesma forma. Mesmo as pessoas mais resilientes são cheias de cicatrizes dos tropeços da vida. Os problemas estão lá da mesma forma como estão para todos. Não é uma questão de se escapar ileso. A diferença está na forma de encará-los e superá-los.

A resiliência está na capacidade que temos de lidar com mudanças e superar obstáculos sem deixar o stress resultar em perda do controle. Significa encontrar soluções para lidar com o problema. Alguém é resiliente quando transcende a dor encarando a dificuldade como passageira.

Um bom exemplo de resiliência que me vêm em mente agora é o do atleta Fernando Fernandes. Ex Big Brother e modelo internacional, Fernando sofreu um acidente de carro em que ficou paraplégico perdendo o movimento das pernas. Isso no auge da sua carreira quando estrelava comerciais ao lado de modelos famosas como Naomi Campbell e Claudia Schiffer.

Quando muitos se deixam levar pela depressão, o atleta deu a volta por cima, resignado e com muita força de vontade engoliu essa e não desistiu da vida. Se dedicou ao esporte e tornou-se campeão mundial de paracanoagem. Impressionante. Se adaptou a sua nova realidade e venceu.

Como ser resiliente

  • Em primeiro lugar, desenvolva sua capacidade de se adaptar a mudanças. Em vez de ficar criticando a situação e se mantendo nela, coloque a mente na nova realidade o mais rápido possível e faça o que tiver que fazer a partir daí.
  • Procurar ser flexível. Não achar que tudo tem que ser preto no branco e exatamente como você imaginou. Às vezes os ventos sopram o barco para fora do curso e é a sua capacidade de resiliência que vai fazer você puxar a vela para colocá-lo de novo na direção.
  • Exercite autocontrole. É importante fazer força para manter a serenidade em momentos de estresse e pressão. Perder o controle só piora a situação.
  • Encare a vida com positividade e otimismo. A vida é feita de ciclos. Aquele momento de stress não veio para ficar. Amanhã ou depois você estará bem. É importante lembrar disso.
  • Aprenda a utilizar as adversidades como uma fonte de força para se fortalecer. Se toda criança desistisse de andar de bicicleta depois de cair a primeira vez, ninguém saberia andar de bicicleta. Quando algo acontece fora dos planos foque em quais as lições pode tirar disso para que da próxima vez saiba como agir. Aprenda com as decepções encarando a adversidade como uma oportunidade de crescimento.
  • Aprenda a ser mais paciente. Geralmente as coisas não acontecem exatamente como você quer, na hora que quer.
  • Aceite quando algo mudar e toque em frente. Resistir exige grande esforço emocional e não muda um fato concretizado. Perceba que você deve construir o novo futuro considerando as coisas como são agora e não como eram antes.
  • Evite enxergar a adversidade como um problema insuperável. Você não pode mudar o evento que ocorreu, mas pode mudar como interpreta e responde a esses eventos.
  • Evite deixar que as suas emoções transformem o problema em algo maior do que ele realmente é.
  • Tome consciência de que as dificuldades fazem parte da vida e devemos aprender a aceitá-las. É condicionando-se dessa forma que você poderá aprender a tolerá-las.
  • Lembre dos motivos pelo qual você está lutando. Eles servem de motivação para vencer seus obstáculos.

Às vezes a vida nos leva a nocaute, mas como um bom boxeador, precisamos ficar de pé novamente e vencer a luta. Quanto mais preparado para lidar com os contratempos da vida você estiver, mais resiliente você se torna. Todos nós caímos na vida. E você, vai ficar no chão ou vai levantar?

Contribuição: Juan O’Keeffe (https://www.evolucaopessoal.com.br)

Mauricio A. de Paula

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