A Importância do Planejamento Estratégico (PE)

Planejamento Estratégico

Quem trabalha em empresa já ouviu falar em Planejamento, Orçamento do Ano Seguinte, etc… todos esses e outros termos nada mais são do que a definição de Metas e Objetivos a serem alcançados para o ano seguinte, ou seja, o tal do Plano Estratégico (PE).

O PE é esboçado primeiramente em uma reunião de líderes, sejam eles Globais, Regionais ou Locais e dele participam líderes de todas as Áreas da empresa (Finanças, Logística, Supply Chain, Customer Service, Produção, Marketing, Vendas, Tecnologia da Informação, Pesquisa e Desenvolvimento, etc) e nesse momento cada um deles leva a essa reunião um plano individual da área que pertence para discutir e literalmente brigar por seus números.

Normalmente a discussão em si começa por uma revisão do plano atual, ou seja, o entendimento de onde a empresa se encontra naquele momento se acima ou abaixo do planejado e explorando as boas práticas do ano e refletindo sobre os pontos falhos para correções de rumo.

As definições de crescimento da empresa podem vir da Liderança Maior (Global ou Regional) dependendo da empresa, ou local (caso de empresas menores). O balizamento do crescimento da empresa passa por sua capacidade de inovação em produtos, tecnologias e serviços e aí cada área da empresa tem sua importância.

A partir do entendimento da situação atual é que se consegue traçar os Planos de ações práticos para impulsionar a empresa no ano seguinte ou nos próximos anos.

Uma vez que o PE esteja formatado é crucial para o atingimento dos objetivos que todos os funcionários da empresa tenham conhecimento do PE. Informe todo o time a respeito das ações pensadas para atingir o objetivo global. O planejamento estratégico deve ser desdobrado por toda a equipe e, por isso, é essencial que todos se alinhem com as ideias, não só os gestores e diretores, o comprometimento de todos é fundamental para o sucesso.

Para motivar cada colaborador com as ações, é imprescindível que o planejamento faça sentido e contemple o trabalho de cada uma das pessoas da empresa.

Com um plano traçado, está na hora de acompanhar o desenvolvimento das metas de cada colaborador, equipe ou departamento. Garantir que as ações propostas estão acontecendo conforme o esperado é peça-chave para um planejamento estratégico bem-sucedido. 

Tendo um acompanhamento regular, é possível identificar falhas ou desvios e corrigi-los antes de um possível prejuízo. Além disso, otimizações constantes irão tornar o processo cada vez mais efetivo.

Por que fazer um planejamento estratégico na sua empresa?

Fazer um planejamento estratégico na empresa torna-se essencial, primeiramente, para ter uma visão clara da empresa, de sua identidade e seus objetivos.

Ao colocar tudo no papel e de fato planejar o que se quer para daqui a 2 anos, 5 anos ou 10 anos, você consegue traçar ações mais assertivas. Da mesma forma, o planejamento também antecipa riscos na tomada de decisões a curto e longo prazo.

O processo deve ser totalmente participativo, o que propõe o alinhamento e engajamento entre equipes. Mesmo que seja uma iniciativa do líder, o plano só será colocado em ação com o apoio do coletivo.

Lembrando sempre que o planejamento deve ser revisto periodicamente e reajustado, se necessário.

Por fim, quando o assunto é concorrência, você ainda sai na frente. Tem a chance de enxergar o seu negócio em 360º, planejando e executando estratégias que te ofereçam vantagens competitivas.

As iniciativas serão pautadas em uma visão de negócio futuro, e somente assim você conseguirá medir as ações e determinar os melhores caminhos para alcançar seus principais objetivos!

Mauricio A. de Paula

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Bibliografia: Siteware

O que diferencia uma pessoa da outra?

Disciplina, essa é a resposta a Pergunta.

Boa tarde pessoal, o texto a seguir é de Fabiana Pedroso (Administrativo/RH na CEOS Energia |Professional & Self Coach e Coach Ericksoniana).

Peço que leiam com muita atenção pois ele dá dicas que julgo bastante importantes para o entendimento do que é Disciplina no trabalho e podemos extrapolar para nossa vida.

Boa Leitura a todos.

“Qualquer um pode se tornar disciplinado. E tudo começa a partir de uma decisão. 

Defina metas claras

Definir claramente qual é o seu objetivo e, especificamente, o que você fará para alcançá-lo. Voltando para o lado corporativo, escreva seus objetivos do dia/semana/projeto e trace o caminho percorrido para que tudo aconteça conforme planejado. Defina a execução, que horas e por quanto tempo? Quais mudanças fará para atingir sua meta? Se não houver um objetivo claro, não há oportunidade para criar as etapas específicas que você precisaria fazer para realizar.

 Seja ousado

Quando você se desafia a alcançar metas maiores, você realmente se dedica à arte. Quanto maior a hora que você se dedica a isso, mais entenderá o prazer que dá. Ousar ir além não requer talento especial, requer comprometimento com o que está buscando. Quanto maior o objetivo, mais empenhado e disciplinado você se torna.

Dê um passo de cada vez

No final do dia é importante definir seu check list e na manhã seguinte reler quais são as metas definidas para o seu dia. Cada objetivo, cada prioridade que você definiu para si mesmo, deve ser feito. Isso determinará se seu sonho vive ou morre. Faça a sua parte mesmo que você julgue que ninguém esteja prestando atenção, dê o seu a mais e faça o que planejou, tenha certeza que em algum momento alguém verá a seu esforço, comprometimento e sua disciplina.

Trabalhe em equipe e siga o plano

Cada planejamento ajustado com a sua equipe é importante; não há uma etapa do plano que seja menos importante do que outra. É o mesmo com todo o resto em sua vida. Se foi você que fez o plano, não desista no meio por qualquer pedra que aparecer no caminho. Quando você inicia o processo, não pode questioná-lo, não pode hesitar, não pode recuar. Siga o plano.

Construa uma mente indestrutível

Construa uma mentalidade do tipo que, não importa o que aconteça, você conseguirá fazer o que se propôs a fazer, ou ainda mais, você vai chegar onde disse que iria. Pressão é importante, é necessária para crescimento seja determinado e se cobre. Há dois tipos de estresse, o bom e o ruim. Você apenas precisa ter certeza de que você está operando sob o bom estresse – borboletas no estômago, adrenalina gerenciável que o estimula. Tenha inteligência emocional ao enfrentar os desafios ou até mesmo a lidar com colegas de trabalho que não está alinhado com você, entenda cada ser humano é único e não deixe os problemas dele com ele mesmo se tornar o seu. Tenha uma mente indestrutível e seja sempre educado.

 Foque no que importa e aprenda dizer NÃO

 Se comprometer, muitas vezes, é deixar outras coisas de lado. É saber o que realmente importa. Muitas vezes você deixa de lado o seu plano traçado para atender uma solicitação de um colega, atrasando assim o desenvolvimento do seu processo. Há uma grande verdade em dizer o que muitos tem medo de parecer arrogante ou não ser ‘aceito’ e com isso não consegue dizer uma pequena palavra, não!

Entenda que dizer palavra não, não é sinônimo de que os colegas irão virar a cara para você ou de ser excluído do grupo por isso, saber falar um não no momento oportuno é libertador, pois assim, você está dando ênfase no que é importante para você, saiba que ninguém pede ajuda para quem não sabe resolver. Lembrando que se você estiver num momento tranquilo ajude, ajude mesmo e compartilhe seu conhecimento, somente os nobres compartilham seus conhecimentos sem ‘medo’ de que um outro possa querer seu lugar. TRANSBORDE e seja cada dia mais FELIZ.

 Crie sua rotina

Crie uma rotina e ela se tornará natural. Não apenas profissional, mas pessoal também. Veja o exemplo dos atletas, eles sabem a hora de treinar, almoçar, descansar. Na formação, eles sabem que tem que fazer aquecimento, treinamento principal e resfriamento e recuperação. A disciplina os prepara para ganhar! Assim como deve ser a sua. Ninguém atinge o sucesso fazendo nada “a hora que der”. Crie hábitos e transforme em uma rotina vencedora. Por exemplo, se você sabe que o hábito de ir à academia é bom, não use desculpas como a falta de tempo para não o fazer. Acorde mais cedo ou durma mais tarde, mas tente fazer isso no mesmo horário, todos os dias, até que se torne rotina.

 Entenda o processo

Seu cérebro vai tentar negociar com você e ele e seu corpo farão todo o possível para resistir à mudança e ao crescimento. Você precisa saber que é natural sentir-se preguiçoso, indisciplinado e procrastinador. Mas também precisa saber que você tem todo o poder para lutar contra isso. Todas as pessoas são preguiçosas, até mesmo os empresários mais bem-sucedidos. Mas não é simplesmente preguiça, é o seu cérebro poupando energia para você. Comece com seus pensamentos e o resto virá naturalmente. Lembre-se DISCIPLINA É QUANDO VOCÊ FAZ ALGO PLANEJADO MESMO SEM VONTADE.

Encontre prazer no trabalho árduo.

Concentre-se em fazer o trabalho e o faça cada vez mais rapidamente e melhor, pois cada dia que você prática, você aprende mais e se torna cada vez mais natural. A velocidade é importante, sim, mas ela só vem quando os hábitos se tornam parte de você. Por isso, a frequência é mais importante que a velocidade, aprenda a desfrutar o caminho e saiba que a chegada é apenas consequência da sua vitória. Aprenda a comemorar cada trabalho desenvolvido, seja ele pequeno ou grande.

Muitas pessoas param cedo demais. O sucesso é sobre persistência e a disciplina é o que leva você ao destino final – a realização do seu sonho. Quanto mais você se aprimorar, melhor será. E, quanto maiores os seus resultados, mais fome você terá por resultados ainda maiores. O sucesso é uma droga surpreendente. Ter disciplina é ter a certeza que tudo que você planejou fazer vai dar certo. Se começou, termine.”

Publicado por Fabiana Pedroso (Administrativo/RH na CEOS Energia | Professional & Self Coach e Coach Ericksoniana)

Mauricio A. de Paula

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Inteligência emocional: como desenvolver no ambiente corporativo?

O ambiente corporativo pode mexer com os sentimentos e emoções dos colaboradores de uma empresa em diferentes ocasiões.

A convivência com os colegas de trabalho, o contato com o público, o trabalho sob pressão e outras situações podem fazer com que a raiva, a tristeza, a ansiedade e mais sensações sejam sentidas no dia a dia.

É natural que esses sentimentos surjam em alguns momentos na vida de qualquer pessoa, mas é imprescindível que se tenha controle sobre eles. A inteligência emocional no ambiente corporativo se faz necessária para que a convivência do time seja harmônica e para que os resultados não sejam prejudicados.

Por isso, os gestores precisam aprimorar essa capacidade e fazer com que seus colaboradores comecem a exercitá-la. Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura!

O que é inteligência emocional e perfil comportamental?

Inteligência emocional é a capacidade do profissional de compreender e gerenciar as próprias emoções, além de lidar com as situações à sua volta, com o objetivo de atingir resultados e melhorar o ambiente de trabalho e de comunicação. É preciso usar essa habilidade para conseguir desenvolver um trabalho melhor dentro da própria equipe.

O profissional que coloca a inteligência emocional em prática é aquele que se mantém sereno e tem clareza nas emoções na hora de tomar uma decisão, como a demissão de um funcionário, ou de se comportar em determinada situação, como a reclamação de um cliente irritado.

Portanto, ter inteligência emocional é sinônimo de saber gerenciar suas emoções e também os imprevistos e obstáculos.

Como se sabe, as pessoas têm características diferentes. Os perfis comportamentais agrupam essas características, entre pontos fortes e pontos fracos, em quatro grandes grupos. É possível e esperado que as pessoas se encaixem em mais de um grupo, mas, em uma avaliação geral, os perfis são eficientes para identificar personalidades. São eles:

  • o comunicador — esse é um indivíduo otimista, empolgado e carismático. Gosta de trabalhar em equipe, mas pode ter dificuldade para cumprir metas e prazos;
  • o executor — a pessoa com esse perfil gosta de obstáculos e desafios. É corajosa e não desiste do que almeja, mas pode ser autoritária e dominadora;
  • o analista — esse perfil é detalhista, responsável e organizado. É cumpridor de prazos, mas pode não gostar de trabalhar sob pressão e ser muito crítico;
  • o planejador — esse indivíduo é mais constante e estável. Gosta de planejar suas tarefas com antecedência, mas pode ser pessimista e ter dificuldade de improvisar.

Independentemente do perfil, cada pessoa tem suas próprias emoções e sabe a realidade em que vive. Sendo assim, é preciso estimular e desenvolver a inteligência emocional dentro da realidade de cada time e empresa.

Dessa forma, deve-se fazer uma análise do que é importante para a equipe e para a área e iniciar um trabalho de desenvolvimento conjunto.

Como desenvolver a inteligência emocional no ambiente corporativo?

É simples falar que o profissional precisa manter a inteligência emocional, estando sempre calmo no mundo corporativo, mas como é possível fazer isso em um local que tem imprevistos e onde se lida com pessoas diferentes o tempo todo?

A seguir, você vai conferir algumas dicas de como desenvolver a inteligência emocional no ambiente de trabalho.

Conheça suas próprias emoções e controle-as

Em primeiro lugar, é preciso que todos os profissionais se esforcem cada vez mais para conhecer e ter controle das próprias emoções. Sempre que notar que está ficando um pouco nervoso ou que está com algum sentimento mais profundo em evidência, é importante tentar descobrir a origem dessa sensação e desenvolver o autocontrole.

A partir do momento em que se tem o conhecimento da origem da emoção, sabendo o que te deixa um pouco mais nervoso, triste ou desmotivado, você consegue pensar em formas de desenvolver esse autocontrole.

Pode ser que sua maneira de liberar o estresse seja conversando com um colega, fazendo uma pausa para o lanche, entre outras possibilidades. É preciso tentar algumas vezes para descobrir o que funciona para você.

Lide com suas emoções

Deve-se ir além de reconhecer e controlar as emoções — é preciso lidar com elas. Pode ser que elas apareçam com frequência, o que faz com que seja necessário um mergulho mais profundo na origem dessas sensações, entendendo o que isso gera em você, suas reações. Pode ser uma boa ideia buscar apoio psicológico com profissionais.

Lidar com suas emoções reflete diretamente na convivência com os colegas de trabalho e nos seus resultados.

Tenha empatia

Ter o controle dos seus sentimentos gera empatia, porque você passa a entender um pouco o lado do outro, a se colocar no lugar dele. Dessa forma, fica mais fácil compreender as emoções de terceiros, e diminuem as chances de situações de estresse.

Por que a inteligência emocional é importante para cargos de liderança?

A inteligência emocional vai muito além de somente saber lidar com as suas próprias emoções, já que, em um cargo de liderança, estão envolvidas também as emoções dos colaboradores. Sem fazer o uso da empatia, não é possível analisar e entender o que move e atrapalha os funcionários, e a chance de a liderança funcionar a longo prazo é baixa.

Quando falamos de liderança, não nos referimos apenas a números e tarefas técnicas do dia a dia, mas a carreiras e objetivos. Por isso, cada vez mais, as empresas precisam entender como podem oferecer um ambiente no qual seus funcionários, principalmente os que ocupam cargo de gestão, possam desenvolver habilidades técnicas, mas também as interpessoais, como o bom relacionamento e a inteligência emocional.

Como você pôde conferir, desenvolver a inteligência emocional no ambiente empresarial permite que você se sinta mais seguro e confortável para lidar com situações adversas, não tomando atitudes impensadas e imaturas, que podem te prejudicar no trabalho.

As empresas valorizam um profissional que tem essa habilidade, já que ele se destaca em suas atividades diárias, na relação com os colegas e no relacionamento com os clientes. Funcionários com esse perfil passam a ser notados e podem alcançar cargos de liderança.

Quer saber mais detalhes sobre como desenvolver a inteligência emocional no ambiente empresarial? Entre em contato conosco!

Texto Original: Maria Eduarda Silveira (Gerente de Recrutamento na Robert Half)

Mauricio A. de Paula

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Sete iniciativas que todo gestor deveria ter

Pessoal boa tarde, o texto abaixo é de Fernando Mantovani, Diretor Geral da Robert Half, mais uma vez a ideia é reforçar a importância das pessoas dentro do ambiente organizacional. Achei o texto bastante interessante e estou replicando em meu blog para que meus seguidores reflitam sobre o tema.

boa leitura;

Se você, gestor, está interessado em contribuir para o crescimento dos membros do seu time e ser reconhecido com um formador de talentos, compartilho abaixo sete boas práticas:

  1. Seja o defensor da ideia – Com relação ao tema desenvolvimento dos profissionais, coloque-se na posição de “ponte” entre o colaborador e a empresa, fortalecendo o valor da ação.
  2. Busque apoio da área de Recursos Humanos – É importante que você entenda com o RH da companhia quais são os treinamentos disponíveis, as possibilidades de que eles aconteçam e as chances de patrocínio para possíveis ações de desenvolvimento, além da existência de processos para orientações individuais. Tenha a área ao seu lado ao defender a iniciativa diante da diretoria.
  3. Estimule o autoconhecimento – É mais fácil entender onde estamos, para onde queremos ir e qual o caminho a ser percorrido quando nos conhecemos intimamente. Dessa forma, ajude os membros do seu time a identificar os pontos de fortaleza e desenvolvimento. Nesse processo, vale a pena sugerir a ajuda de um profissional qualificado no tema.
  4. Fomente o aprendizado – Mostre que você valoriza pessoas abertas ao aprendizado, seja por meio de cursos, palestras, eventos, conversas com outros profissionais da área ou a participação em projetos internos da companhia, mesmo que sejam de outras áreas.
  5. Ensine-o a otimizar o expediente – Explique sobre a importância de otimizar o expediente com programação dos dias, organização das atividades e, principalmente, capacidade de distinguir ações importantes das urgentes. Com boas práticas, a tendência é que o profissional consiga ter mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  6. Estabeleça metas e dê feedback constantes – Deixe que o colaborador saiba o que a empresa e você esperam dele como membro da organização e combinem prazos para a conclusão das etapas de evolução, seja com relação a tarefas ou aprendizados. Coloque-se à disposição para auxiliar e, no decorrer do caminho, dê feedback.
  7. Delegue – Encoraje os profissionais a assumir responsabilidades. Comece delegando pequenas ações e vá aumentando a complexidade na medida em que sentir segurança quanto ao comprometimento do colaborador. Essa atitude, inclusive, vai liberar tempo na sua agenda para buscar o seu próprio desenvolvimento.

Como já comentei em outras oportunidades, pessoas são o principal ativo de uma organização, independentemente dos avanços da tecnologia. Dessa forma, gerar motivação e engajamento é uma importante estratégia para aqueles que desejam agregar ainda mais valor aos negócios e reter os melhores talentos.

Texto Original é de Fernando Mantovani, Diretor Geral da Robert Half

Mauricio A. de Paula

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Já é hora de dizer não!

Boa tarde pessoal, eu estava conversando com alguns amigos e estava discutindo a intensa carga de trabalho que nos é despejada no dia a dia e muitas vezes temos que aceitar opiniões e tarefas que não fazem o menor sentido, muitas vezes perdemos o foco de coisas importantes que agregam valor em detrimento de outras que não agregam nada.

Nesse sentido encontrei esse texto sobre como nos posicionar perante essa situação e dizer não a coisas/atitudes/tarefas sem sentido……

segue o texto abaixo cujo autor é Walcyr Carrasco….famoso dramaturgo, espero que gostem!!!!

Eu sempre gostei de meditação e fiz vários workshop de imersão emocional.

Em quase todos o mentor sempre aconselhava: “Seja agradável com seus colegas para eles serem agradáveis com você”. Como se isso fosse a fórmula mágica para sermos queridos pessoal e profissionalmente.

Fiquei pensando nisso dia desses. Somos orientados, desde muito novos, para sermos cordiais uns com os outros. É como se a gente só conseguisse sobreviver neste mundo se agirmos desta forma. Durante muito tempo confesso que tinha certa dificuldade de me posicionar em determinadas situações. Afinal, se eu discordar ou negar algo a alguém, me tornaria uma pessoa desagradável?

Quando entrei no mercado de trabalho, já como jornalista e, mais tarde, autor de livros e novelas, tive que mudar. Deixei de ser o mais legal da turma, o mais amoroso… Literalmente, virei um “carrasco”. Aprendi a utilizar meus “nãos” com maior frequência.

A palavra “não” tem um efeito devastador para alguns. Ela provoca incômodo tanto em quem diz quanto em quem ouve. No ambiente corporativo somos colocados na parede a todo tempo. E o mais engraçado é que quanto mais temos dificuldade em negar, mais algumas pessoas nos demandam. Vejo até como uma espécie de egoísmo, muitas vezes inconsciente, que se instala em quem pede. E isso vai sufocando, até que um dia a gente adoece – porque a angústia se interioriza. Ou também explode. E o final da história todo mundo sabe: amizades se desfazem, laços se estremecem e prejuízos no trabalho acontecem.

Como disse, culturalmente somos criados para não desagradar as pessoas. E querer agradar por quê? Porque muitos de nós ligamos nossa autoestima à aprovação do outro. Os psicólogos dizem. É o medo da rejeição, de não ser aceito. E acabam deixando de lado seus desejos e necessidades porque temem ser excluídas. Quando muito, mergulham num processo de auto anulação. Conheço gente assim: arruma de atestado médico a dentadura, só para ajudar os outros. Fico pensando o quanto deve ser sufocante para estas pessoas estarem envolvidas em problemas que não são seus. E que, talvez, elas quisessem o auxílio de alguém para resolver seus próprios problemas ou, até mesmo, alguns momentos de paz. Pior, acabam nas mãos de aproveitadores.

Saber dizer não passa pela confiança de si mesmo. O “sim” e o “não” são escolhas. O importante é sabermos qual delas fazer, porque a qualquer momento vamos ter que utilizá-las.

Já percebeu que, normalmente, quem tem problema em dizer “não”, não costuma aceitar um “não”?

Na vida pessoal ou no trabalho, negar é um grande dilema. Eu bem sei disso. Mas num artigo que li da consultora americana Marla Tabaka, ela afirmou que a arma mais poderosa para que o profissional consiga produzir e não ficar sobrecarregado é aprender a dizer não para si mesmo, para o chefe e colegas de trabalho, para amigos e até mesmo para os clientes.

Ela diz que para começar a mudar, devemos conhecer a si próprio, os anseios, limites, necessidades. É preciso ter coragem para lidar com todos os tipos de reações, tendo a certeza que o clima negativo que será gerado passa muito mais rápido do que a angústia que ficará na gente. É a história do tentar negar sendo gentil (quase um “matar sorrindo”). E se a relação se abalar? Bem, neste caso você deve rever se o sentimento que você nutre é recíproco.

Falar “não” é tão difícil quanto aceitá-lo. Mas saiba: NÃO é uma palavra mágica!

Texto Original é de Walcyr Carrasco Escritor, autor de novelas e dramaturgo

Mauricio A. de Paula

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Domine seus pensamentos ou eles te devoram

Pessoal boa tarde,

O texto abaixo é da jornalista Alice Salvo Sosnowski o qual fala sobre a saúde da nossa mente e o perigo que maus pensamentos trazem para nosso corpo e consequentemente atos e ações.

O texto é para reflexão e porque não prática de como podemos tentar amenizar pensamentos que só nos prejudicam.

boa leitura a todos;

Nossos pensamentos definem nossa qualidade de vida. Veja algumas técnicas úteis que separei para quem quer lidar com a mente de forma saudável;

Há algumas semanas fiz um texto sobre ansiedade e fiquei impressionada com a repercussão. Milhares de views, dezenas de comentários e até mensagens inbox evidenciam que esse é um assunto latente no mundo do trabalho. Alguns desses comentários apontaram as prováveis causas do problema, como o leitor Eduardo Massaru Notaro:

“É ansiedade de não conseguir emprego, de ser demitido, de não saber se o dinheiro vai dar para o mês, de ser assaltado, de ser sequestrado…é muito complicado. E pra piorar, o país tem uma desorganização generalizada”

Concordo com o Eduardo. Vivemos mais um momento de instabilidade política e econômica (quando o Brasil não vive em crise, afinal?) somado à violência nas cidades (este ano, perdi um amigo baleado num latrocínio) e às incertezas do futuro do trabalho. No Brasil até 2030, 16 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação tecnológica e inteligência artificial, segundo dados da consultoria McKinsey. O mercado de trabalho passa por uma reestruturação semelhante à revolução industrial, com transformação digital, exigências crescentes e uma incerteza constante.

Como não ficar ansioso diante dessas perspectivas? E por que não falamos mais sobre o stress e os sentimentos de angústia que nos preocupam e afetam nossa produtividade? Como estudiosa do comportamento empreendedor e reconhecendo também minhas próprias fragilidades, há anos investigo como a ansiedade atinge empreendedores(as) e profissionais. Um problema crescente que, infelizmente, é colocado debaixo do tapete.

Especialistas apontam que uma das principais causas do estresse e da ansiedade são os pensamentos negativos, improdutivos e persistentes. Eles são capazes de intoxicar nossas emoções e atrapalhar o momento presente por conta da preocupação com o futuro. Por isso, recolhi algumas técnicas úteis que estudei e utilizo para dominar esses pensamentos que bloqueiam nossa criatividade e prejudicam nossa qualidade de vida:

  1. Descanse sua mente: faça exercícios físicos e pratique atividades lúdicas como dança, música e pintura. Leia livros que não são de trabalho, vá ao cinema, ao futebol, encontre amigos e faça mais coisas que te dão prazer e felicidade;
  2. Respire: inspire longamente e expire de uma só vez imaginando que o ar saindo são os pensamentos negativos deixando seu corpo. Essa visualização é super útil nos momentos mais tensos e pode ser o início de uma prática meditativa;
  3. Não faça suposições: “Se eu tivesse feito isso”, “Talvez eu devesse ter ido …”. Não se atormente. Esses pensamentos só servem para julgar e destruir a si mesmo. O que está feito está feito. Assuma os erros como aprendizados e bola pra frente;
  4. Evite relações tóxicas: se cercar de pessoas que você não confia tanto ao vivo como nas redes sociais pode ser um gatilho para a ansiedade. Procure relações e ambientes onde você sinta energia e reciprocidade;
  5. Se organize: arrume seu quarto, seu escritório, sua casa, sua mesa de trabalho, lave a louça. A limpeza nos ambientes exteriores é fundamental para manter o mundo interior organizado;
  6. Tenha contato com a natureza: pés em contato com a grama, a areia da praia; mãos que mexem na terra e se deliciam na água gelada. Nada como a natureza para nos colocar no momento presente;
  7. Conexão espiritual: não precisa ir a um culto semanalmente para ter espiritualidade, mas é extremamente importante acreditar em algo maior que nos dê esperança de seguir em frente apesar dos desafios;
  8. Agradeça: todo fim do dia, faça uma lista das coisas que te deixaram feliz. Pode ser uma conversa interessante, uma comida gostosa, um encontro com amigos. Treine sua mente para identificar momentos prazerosos;
  9. Observe os gatilhos que ativam seus pensamentos negativos e tente não se envolver com eles. Simplesmente coloque o foco em outras questões e deixe que a preocupação desapareça por falta de atenção;
  10. Marque hora e local para as preocupações: Imaginamos que pensar muito pode nos levar à solução dos problemas. Isso não é verdade e só piora as coisas. Escolha um período específico para se preocupar e adquira o hábito de pensar e falar sobre assuntos difíceis em horas determinadas para que as preocupações não ocupem sua cabeça por 24 horas por dia.

Por fim e repetindo o título deste artigo: domine seus pensamentos para que eles não te devorem. A mente é uma ferramenta valiosa e poderosa, mas precisamos aprender a lidar com ela para usufruir de uma vida com mais qualidade. Espero que essas dicas tenham ajudado.

Por fim e repetindo o título deste artigo: domine seus pensamentos para que eles não te devorem. A mente é uma ferramenta valiosa e poderosa, mas precisamos aprender a lidar com ela para usufruir de uma vida com mais qualidade. Espero que essas dicas tenham ajudado.

Texto original: Alice Salvo Sosnowski é jornalista, consultora e especialista em empreendedorismo. Criadora da metodologia O Pulo do Gato Empreendedor©, que trabalha soft skills para empreendedores e intraempreendedores. Mais informações e contato: http://www.opulodogatoempreendedor.com.br

Mauricio A. de Paula

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Importância da liderança emocional: equilíbrio entre o coração e a razão

Pessoal, bom dia…..o texto a seguir é bastante realista e creio que muitos leitores já se depararam com lideres que não possuem equilíbrio no trato com colaboradores….eu mesmo já passei por isso e sei o quanto é difícil lidar com situações desse tipo.

O texto é muito bom, espero que gostem….

Todos nós conhecemos líderes que não sabem lidar com as emoções no trabalho. Esses possuem baixa empatia, são mais focados em tarefas do que em pessoas e comumente não possuem habilidades suficientes para construir relacionamentos saudáveis. Esses gestores, muitas vezes, possuem comportamento autoritário, usam o argumento da força e o poder posicional, e demonstram que são indiferentes sobre como os outros os percebem. Normalmente, apesar dessa postura, são profissionais bem-intencionados, mas mal direcionados.

O comportamento rígido destes líderes influência de forma negativa no ambiente corporativo e gera conversas paralelas, fofocas e mal-estar. Embora eles possam ter algum sucesso na carreira, pagam um preço alto ao criar uma atmosfera ruim de trabalho, com alto turnover e dificuldade de montar uma equipe.

De fato, gestores ou líderes, que não conseguem conciliar o intelecto com as emoções, descobrirão que esse elo é o que faz a diferença. E é através desta ligação que eles podem demonstrar que se importam com os que estão ao seu redor e que podem se conectar de maneira positiva com toda a equipe.

Emoções representam o “coração”. A capacidade de entender e gerenciar os próprios sentimentos e de reconhecer e influenciar nas sensações dos outros é uma habilidade valorizada na liderança, que pode envolver corações e mentes de uma mesma equipe com o mesmo objetivo de descobrir soluções inovadoras que superem as expectativas e os resultados.

Essas emoções podem ativar e motivar o time ou movê-los para alcançar as metas e missões de maneira sadia e estimulante. E para fazer isso com eficiência, é preciso compreender o medo, a empolgação, a incerteza e a desconfiança de todos, além de incentivar e inspirar cada um de maneira única e personalizada, mas de forma eficaz.

A partir daí, existe um equilíbrio entre tarefas a serem executadas e relacionamento profissional, o que irá possibilitar mais criatividade no trabalho, inovação, participação e engajamento.

Já dizia Daniel Golemam, autor do livro Inteligência Emocional: “os membros da equipe não devem apenas entender o processo para realizar seu trabalho. Os líderes precisam se conectar com eles em um nível emocional, para que eles entendam por que seu trabalho é importante e como eles agregam valor. Devem priorizar as trocas entre pessoas antes de abordar as funções a serem realizadas. Isso inclui a construção de uma base de confiança, autoconsciência, preocupação com o próximo, valorização das capacidades dos profissionais, compreensão das motivações individuais, formação de equipes e inspiração, pois assim, se estabelecerá uma base que os ajudará a alcançar os objetivos desejados com eficácia e muito sucesso!”

Texto Original: Sofia Esteves (Presidente do Conselho do Grupo Cia deTalentos )

Mauricio A. de Paula

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Qual o líder do futuro ?

Pessoal boa tarde, encontrei um texto bastante interessante da VP da IBM Luciana Camargo sobre os rumos de como serão os líderes do Futuro. O texto é bastante interessante….espero que gostem!!!!

boa Leitura a todos;

O mundo atual é um mundo de disrupções. Os avanços tecnológicos e a troca acelerada de informação estão mudando todo dia nossa paisagem, nosso meio social e nossos entendimentos de como nos organizar como sociedade. 

O ambiente de trabalho não foge desta regra. De maneira geral, três grandes áreas estão compondo a frente dessas mudanças. Está na hora de repensar os modelos de negócios, pessoas e seus talentos, e como absorvemos experiências.

Começando pelo mais imediato: os negócios precisam ser mais ágeis, fomentar inovação e buscar soluções que trarão um impacto real na experiência oferecida aos clientes. As mudanças acontecem a todo instante e os modelos de negócios tradicionais ficam a cada dia mais longe de nós.

Novos negócios, novas pessoas, novos talentos. Aquelas características valorizadas antes, talvez tenham que ser revisitadas. O mundo hoje exige talentos com capacidades criativas, capacidade de criar soluções nunca antes pensadas. E isso significa aprender sempre – não importa se aos 20 ou aos 50! – e aprender com uma mente receptiva; ser curioso, flexível, absorver a riqueza da diversidade.

Por último, talvez a que merecesse um texto só pra si, a experiência. A decisão pela compra ou consumo hoje é mais intuitiva, menos industrial do que foi um dia. A nova era de negócios vende experiências para uma sociedade moderna. Pensemos aqui o quão criativo e diverso podemos ser! – que irá compor o que fazemos, como tomamos decisões e como isso melhorará o dia a dia daqueles que sonham em viver bem.

E o líder? Ah, o líder é outra peça desse mosaico que forma o novo mundo. E, diria eu, é parte fundamental nessas três disrupções. 

O líder atual deve ter uma visão rica de onde o modelo de negócio está indo, estudar, aprender (e ensinar!) continuamente em que sentido as indústrias estão em plena informação, dando ao time esse senso de clareza e propósito. Deve ser a pessoa com o maior senso de “como meu negócio se encaixa na sociedade?”, “como meu serviço/produto/solução vai sobreviver ao teste das transformações?”

O líder não apenas se adapta: ele antecipa a mudança.

Segundo a Gartner, o volume de dados irá crescer em 800% nos próximos 5 anos. E mais dados significa decisões mais difíceis e com consequências em diversos pontos de vista. E o líder deve ser capaz de ouvir, ler, pesquisar, co-criar, observar, e todos seus verbos favoritos acerca dessa presença e aprendizado contínuo e… e liderar.

O papel do lider da disrupção do Talento é muito importante. Como ajudar pessoas a desenvolver seu potencial, buscar aprender, confiar, empoderar, dar voz a uma organização, olhar um talento sem viés inconsciente e pré-conceitos e enxergar em que sentido aquilo que existe dentro nós ?

Como inspirar pessoas, construir um proposito, fazer outros acreditarem que o mundo será aquilo que seremos, e portanto é nossa responsabilidade – como cidadãos e não somente como empresas – fazer nossa parte alavancando nossa comunidade, nossa sociedade pra um futuro melhor?

Sim, o desafio não é simples.

Vamos focar naquilo que alcançamos de fato; transformar um negócio envolve engajar times que acreditam no que fazem, sentem seu propósito e buscam a mudança. Times engajados são 44% mais produtivos que os satisfeitos e times inspirados 125% mais produtivos. O que são esses números? Pessoas mais felizes, produzindo aquilo que as realiza e trazendo pra sociedade uma nova solução e nova maneira de fazer as coisas.

Assim que, líderes, pensem como proporcionar a experiência única de criar impacto positivo, de inspirar seus times a buscarem seu melhor e construírem um futuro em que todos tenham orgulho de fazerem parte sendo quem são. O avanço tecnológico precisa ser permeado por pessoas que pensam na sociedade e que trazem a ética como valor primeiro e inabalável. 

Tudo isso pra falar que o estilo tradicional de liderança não faz mais sentido hoje. Já não adianta bater no peito e dizer quem manda. O perfil dos profissionais das novas gerações mudou, o modelo de trabalho mudou, o modelo de negócios mudou: como gerir pessoas não teria mudado também?

Para isso, devemos desvestir a carapaça do “eu sei tudo.” Observar negócios novos, que trabalhem em nichos de mercado totalmente alheios, pode trazer insights. Ler sobre o mundo também. Estudar. Aprender. Ouvir. E nos tornando profissionais melhores e mais completos, nos tornaremos cidadãos mais completos. Humildade, empatia, resiliência aliados à curiosidade são fundamentais nessa nova era.

E é até bom se convencer que não sabemos de tudo. Afinal, não sabemos mesmo, e o mundo faz questão de nos mostrar isso cada vez mais. Bem vindo a nova Era.

Texto Original de Luciana Camargo Pereira (HR VP at IBM Latin America)

Mauricio A. de Paula

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e-mail: mauricio@tresurybusiness.com.br



Você já foi injustiçado no trabalho?

Pessoal boa tarde, mais um excelente texto do Eberson Terra sobre situações nas relações trabalhistas…..espero que gostem

boa leitura;

Raiva? Desespero? Impotência? Estes são alguns dos sentimentos que podem aparecer quando você é injustiçado. Aquele nó na garganta que nos abala e nos aprisiona momentaneamente ao ser colocado em uma situação que não merecia estar.

Teimarei em dizer que pelo menos uma vez, cada um de nós fora injustiçado ou julgado de maneira equivocada na vida. Afinal, a vida não é baseada na justiça, deveria, mas não é.

No início da minha carreira fui convidado pela minha empresa a participar de um curso de alto investimento. Prontamente aceitei a oportunidade! Só que apenas 3 meses depois fui selecionado para uma vaga mais sênior em outra companhia de outro estado. Eu não poderia recusar tal proposta já que ela me daria um futuro melhor e me faria crescer rapidamente na carreira.

Ao tentar explicar os motivos de minha saída no momento do desligamento, fui “julgado” pelo diretor que me concedera o curso, sob a justificativa de que usei de má fé, pois já tinha aceitado o novo emprego antes mesmo da realização do treinamento e que levaria o conhecimento que adquiri propositalmente. O que obviamente não era verdade.

Aquela situação me abalou demais, pois além do julgamento equivocado ele não afetava apenas uma questão profissional, mas também diretamente meus princípios e valores.

Tentei então sugerir o pagamento do curso com meus direitos trabalhistas, mas a empresa não aceitou, me deixando em uma situação ainda mais dolorosa: a de “dever um favor”.

Eu era novo e ainda não tinha formado uma casca dura o suficiente para suportar aquela situação e fui para a discussão. Uma decisão equivocada e imatura! O desgaste não reverteu a percepção do diretor, tampouco aliviou meu sentimento de impotência.

Ao ser injustiçado, ir para o embate pode revelar fraquezas emocionais tão devastadoras quanto qualquer sofrimento causado pela própria injustiça. Por isso é importante ter calma e analisar friamente o que possa ter levado ao julgamento equivocado.

“Quem comete uma injustiça é mais infeliz que o injustiçado. – Platão”

 O julgamento vem antes da injustiça

O julgamento equivocado precede qualquer ação que possa levar a uma injustiça. As pessoas fazem julgamento o tempo todo e tomam decisões sob o olhar dos fatos que tem à sua disposição. Mas nem sempre a concepção de uma ideia de julgamento passa por uma análise profunda e imparcial do que está disponível, além de poder carregar juízo de valores e crenças diferentes de quem está sendo observado. E assim nasce o julgamento, com a verdade construída pela coleção de dados, fatos e emoções do tomador do pensamento.

Quando o julgamento superficial e equivocado vem à tona é natural que ele vire uma injustiça, ou seja uma ação acontece para torná-lo público. Isso pode vir através de uma demissão, um feedback mal feito ou a quebra de um contrato.

Falta de empatia ou empatia apenas com os outros?

Os círculos sociais podem gerar crenças “empáticas” que prejudicam um julgamento imparcial. Já vi muita gente dizer estar sendo injustiçada por condutores mal informados ou mal-intencionados que levam dados já carregados de juízos e reflexões ao tomador de decisão, nascendo assim a influência “tóxica”. Líderes mal assessorados e que ficam longe da operação podem ser o exemplo mais comum para este tipo de situação e estão mais suscetíveis a cometerem injustiças.

Cuidado com a vitimização

Não posso deixar de salientar que um injustiçado pode e deve lutar pela verdade, mas por outro lado é de extrema prudência não cair na armadilha chamada “vitimização”. Isso acontece sempre quando alguém acredita cegamente que uma vez injustiçado, sempre será uma vítima de injustiças. Aqueles que ao invés de buscarem de maneira franca e direta a verdade, sussurram pelos cantos reclamações e murmúrios de uma vida difícil e cheia de intempéries. Nestes casos, o injustiçado não consegue sair dos sintomas que citei no início: impotência, raiva ou desespero. Ficando passivos com a própria dor. Mais um sinal de imaturidade e falta do uso da inteligência emocional.

Então o que fazer diante de uma injustiça?

Como a inteligência emocional pode te ajudar a superar ou reverter a injustiça?

  1. Identifique a injustiça: Parece controverso, mas é importante ter consciência de que sua postura esteve sempre dentro de suas convicções e quem o julgou não está correto. Esta é a primeira coisa para não cair no sentimento de você estar errado e agir passivamente na situação;
  2. Busque fatos que revelem a injustiça: Antes de qualquer ação diante da injustiça, busque entender o que levou àquele julgamento e quais fatos foram usados para ele. Identifique fatos que contra argumentam aquele posicionamento, auxiliando assim a construção de uma narrativa para convencer quem fez a injustiça quanto quem concordou com tal ato;
  3. Encontre o melhor momento para falar: Concordo que nem sempre é fácil ter espaço para este diálogo, as pessoas que tomam decisões nem sempre são acessíveis e por isso a construção dos argumentos não pode demorar. Não use momentos públicos como reuniões de trabalho com todo o time ou em convenções em que o foco estará em outro assunto, isso pode virar contra você;
  4. Parta para o diálogo: Com os fatos e a narrativa montada, entre em um diálogo franco e esclarecedor para tentar reverter qualquer mal-entendido;
  5. Se a injustiça persistiu e te prejudicou busque seus direitos: Algumas vezes a injustiça prejudica financeiramente, moralmente ou socialmente uma pessoa. Em casos em que não houve reversão, é importante sim buscar direitos, sejam eles trabalhistas, cíveis ou até criminais para reverter os problemas causados pela injustiça. Eu sinceramente a utilizaria em último caso, mas entendo ser um caminho a ser tomado em situações extremas;
  6. No fim, perdoe: Se você está consciente de que o acontecimento realmente foi uma injustiça, se buscou o diálogo em todos os momentos oportunos e mesmo assim se sentiu prejudicado ou não conseguiu reverter a postura de quem o jugou, vá adiante. Não transforme sua vida em uma série de tentativas amarguradas. Quem mais precisa saber a verdade sobre a injustiça é o próprio injustiçado.

Saiba que as injustiças nunca vão acabar, então o melhor é se precaver e saber agir da melhor forma possível diante delas. Se elas acontecerem com alguém perto de você não seja passivo, auxilie, quem fica passivo diante da injustiça é tão culpado quanto quem a cometeu!

Texto Original de Eberson Terra (LinkedIn Top Voice)

Mauricio A. de Paula

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e-mail: mauricio@tresurybusiness.com.br