Inteligência emocional: como desenvolver no ambiente corporativo?

O ambiente corporativo pode mexer com os sentimentos e emoções dos colaboradores de uma empresa em diferentes ocasiões.

A convivência com os colegas de trabalho, o contato com o público, o trabalho sob pressão e outras situações podem fazer com que a raiva, a tristeza, a ansiedade e mais sensações sejam sentidas no dia a dia.

É natural que esses sentimentos surjam em alguns momentos na vida de qualquer pessoa, mas é imprescindível que se tenha controle sobre eles. A inteligência emocional no ambiente corporativo se faz necessária para que a convivência do time seja harmônica e para que os resultados não sejam prejudicados.

Por isso, os gestores precisam aprimorar essa capacidade e fazer com que seus colaboradores comecem a exercitá-la. Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura!

O que é inteligência emocional e perfil comportamental?

Inteligência emocional é a capacidade do profissional de compreender e gerenciar as próprias emoções, além de lidar com as situações à sua volta, com o objetivo de atingir resultados e melhorar o ambiente de trabalho e de comunicação. É preciso usar essa habilidade para conseguir desenvolver um trabalho melhor dentro da própria equipe.

O profissional que coloca a inteligência emocional em prática é aquele que se mantém sereno e tem clareza nas emoções na hora de tomar uma decisão, como a demissão de um funcionário, ou de se comportar em determinada situação, como a reclamação de um cliente irritado.

Portanto, ter inteligência emocional é sinônimo de saber gerenciar suas emoções e também os imprevistos e obstáculos.

Como se sabe, as pessoas têm características diferentes. Os perfis comportamentais agrupam essas características, entre pontos fortes e pontos fracos, em quatro grandes grupos. É possível e esperado que as pessoas se encaixem em mais de um grupo, mas, em uma avaliação geral, os perfis são eficientes para identificar personalidades. São eles:

  • o comunicador — esse é um indivíduo otimista, empolgado e carismático. Gosta de trabalhar em equipe, mas pode ter dificuldade para cumprir metas e prazos;
  • o executor — a pessoa com esse perfil gosta de obstáculos e desafios. É corajosa e não desiste do que almeja, mas pode ser autoritária e dominadora;
  • o analista — esse perfil é detalhista, responsável e organizado. É cumpridor de prazos, mas pode não gostar de trabalhar sob pressão e ser muito crítico;
  • o planejador — esse indivíduo é mais constante e estável. Gosta de planejar suas tarefas com antecedência, mas pode ser pessimista e ter dificuldade de improvisar.

Independentemente do perfil, cada pessoa tem suas próprias emoções e sabe a realidade em que vive. Sendo assim, é preciso estimular e desenvolver a inteligência emocional dentro da realidade de cada time e empresa.

Dessa forma, deve-se fazer uma análise do que é importante para a equipe e para a área e iniciar um trabalho de desenvolvimento conjunto.

Como desenvolver a inteligência emocional no ambiente corporativo?

É simples falar que o profissional precisa manter a inteligência emocional, estando sempre calmo no mundo corporativo, mas como é possível fazer isso em um local que tem imprevistos e onde se lida com pessoas diferentes o tempo todo?

A seguir, você vai conferir algumas dicas de como desenvolver a inteligência emocional no ambiente de trabalho.

Conheça suas próprias emoções e controle-as

Em primeiro lugar, é preciso que todos os profissionais se esforcem cada vez mais para conhecer e ter controle das próprias emoções. Sempre que notar que está ficando um pouco nervoso ou que está com algum sentimento mais profundo em evidência, é importante tentar descobrir a origem dessa sensação e desenvolver o autocontrole.

A partir do momento em que se tem o conhecimento da origem da emoção, sabendo o que te deixa um pouco mais nervoso, triste ou desmotivado, você consegue pensar em formas de desenvolver esse autocontrole.

Pode ser que sua maneira de liberar o estresse seja conversando com um colega, fazendo uma pausa para o lanche, entre outras possibilidades. É preciso tentar algumas vezes para descobrir o que funciona para você.

Lide com suas emoções

Deve-se ir além de reconhecer e controlar as emoções — é preciso lidar com elas. Pode ser que elas apareçam com frequência, o que faz com que seja necessário um mergulho mais profundo na origem dessas sensações, entendendo o que isso gera em você, suas reações. Pode ser uma boa ideia buscar apoio psicológico com profissionais.

Lidar com suas emoções reflete diretamente na convivência com os colegas de trabalho e nos seus resultados.

Tenha empatia

Ter o controle dos seus sentimentos gera empatia, porque você passa a entender um pouco o lado do outro, a se colocar no lugar dele. Dessa forma, fica mais fácil compreender as emoções de terceiros, e diminuem as chances de situações de estresse.

Por que a inteligência emocional é importante para cargos de liderança?

A inteligência emocional vai muito além de somente saber lidar com as suas próprias emoções, já que, em um cargo de liderança, estão envolvidas também as emoções dos colaboradores. Sem fazer o uso da empatia, não é possível analisar e entender o que move e atrapalha os funcionários, e a chance de a liderança funcionar a longo prazo é baixa.

Quando falamos de liderança, não nos referimos apenas a números e tarefas técnicas do dia a dia, mas a carreiras e objetivos. Por isso, cada vez mais, as empresas precisam entender como podem oferecer um ambiente no qual seus funcionários, principalmente os que ocupam cargo de gestão, possam desenvolver habilidades técnicas, mas também as interpessoais, como o bom relacionamento e a inteligência emocional.

Como você pôde conferir, desenvolver a inteligência emocional no ambiente empresarial permite que você se sinta mais seguro e confortável para lidar com situações adversas, não tomando atitudes impensadas e imaturas, que podem te prejudicar no trabalho.

As empresas valorizam um profissional que tem essa habilidade, já que ele se destaca em suas atividades diárias, na relação com os colegas e no relacionamento com os clientes. Funcionários com esse perfil passam a ser notados e podem alcançar cargos de liderança.

Quer saber mais detalhes sobre como desenvolver a inteligência emocional no ambiente empresarial? Entre em contato conosco!

Texto Original: Maria Eduarda Silveira (Gerente de Recrutamento na Robert Half)

Mauricio A. de Paula

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Sete iniciativas que todo gestor deveria ter

Pessoal boa tarde, o texto abaixo é de Fernando Mantovani, Diretor Geral da Robert Half, mais uma vez a ideia é reforçar a importância das pessoas dentro do ambiente organizacional. Achei o texto bastante interessante e estou replicando em meu blog para que meus seguidores reflitam sobre o tema.

boa leitura;

Se você, gestor, está interessado em contribuir para o crescimento dos membros do seu time e ser reconhecido com um formador de talentos, compartilho abaixo sete boas práticas:

  1. Seja o defensor da ideia – Com relação ao tema desenvolvimento dos profissionais, coloque-se na posição de “ponte” entre o colaborador e a empresa, fortalecendo o valor da ação.
  2. Busque apoio da área de Recursos Humanos – É importante que você entenda com o RH da companhia quais são os treinamentos disponíveis, as possibilidades de que eles aconteçam e as chances de patrocínio para possíveis ações de desenvolvimento, além da existência de processos para orientações individuais. Tenha a área ao seu lado ao defender a iniciativa diante da diretoria.
  3. Estimule o autoconhecimento – É mais fácil entender onde estamos, para onde queremos ir e qual o caminho a ser percorrido quando nos conhecemos intimamente. Dessa forma, ajude os membros do seu time a identificar os pontos de fortaleza e desenvolvimento. Nesse processo, vale a pena sugerir a ajuda de um profissional qualificado no tema.
  4. Fomente o aprendizado – Mostre que você valoriza pessoas abertas ao aprendizado, seja por meio de cursos, palestras, eventos, conversas com outros profissionais da área ou a participação em projetos internos da companhia, mesmo que sejam de outras áreas.
  5. Ensine-o a otimizar o expediente – Explique sobre a importância de otimizar o expediente com programação dos dias, organização das atividades e, principalmente, capacidade de distinguir ações importantes das urgentes. Com boas práticas, a tendência é que o profissional consiga ter mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  6. Estabeleça metas e dê feedback constantes – Deixe que o colaborador saiba o que a empresa e você esperam dele como membro da organização e combinem prazos para a conclusão das etapas de evolução, seja com relação a tarefas ou aprendizados. Coloque-se à disposição para auxiliar e, no decorrer do caminho, dê feedback.
  7. Delegue – Encoraje os profissionais a assumir responsabilidades. Comece delegando pequenas ações e vá aumentando a complexidade na medida em que sentir segurança quanto ao comprometimento do colaborador. Essa atitude, inclusive, vai liberar tempo na sua agenda para buscar o seu próprio desenvolvimento.

Como já comentei em outras oportunidades, pessoas são o principal ativo de uma organização, independentemente dos avanços da tecnologia. Dessa forma, gerar motivação e engajamento é uma importante estratégia para aqueles que desejam agregar ainda mais valor aos negócios e reter os melhores talentos.

Texto Original é de Fernando Mantovani, Diretor Geral da Robert Half

Mauricio A. de Paula

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Já é hora de dizer não!

Boa tarde pessoal, eu estava conversando com alguns amigos e estava discutindo a intensa carga de trabalho que nos é despejada no dia a dia e muitas vezes temos que aceitar opiniões e tarefas que não fazem o menor sentido, muitas vezes perdemos o foco de coisas importantes que agregam valor em detrimento de outras que não agregam nada.

Nesse sentido encontrei esse texto sobre como nos posicionar perante essa situação e dizer não a coisas/atitudes/tarefas sem sentido……

segue o texto abaixo cujo autor é Walcyr Carrasco….famoso dramaturgo, espero que gostem!!!!

Eu sempre gostei de meditação e fiz vários workshop de imersão emocional.

Em quase todos o mentor sempre aconselhava: “Seja agradável com seus colegas para eles serem agradáveis com você”. Como se isso fosse a fórmula mágica para sermos queridos pessoal e profissionalmente.

Fiquei pensando nisso dia desses. Somos orientados, desde muito novos, para sermos cordiais uns com os outros. É como se a gente só conseguisse sobreviver neste mundo se agirmos desta forma. Durante muito tempo confesso que tinha certa dificuldade de me posicionar em determinadas situações. Afinal, se eu discordar ou negar algo a alguém, me tornaria uma pessoa desagradável?

Quando entrei no mercado de trabalho, já como jornalista e, mais tarde, autor de livros e novelas, tive que mudar. Deixei de ser o mais legal da turma, o mais amoroso… Literalmente, virei um “carrasco”. Aprendi a utilizar meus “nãos” com maior frequência.

A palavra “não” tem um efeito devastador para alguns. Ela provoca incômodo tanto em quem diz quanto em quem ouve. No ambiente corporativo somos colocados na parede a todo tempo. E o mais engraçado é que quanto mais temos dificuldade em negar, mais algumas pessoas nos demandam. Vejo até como uma espécie de egoísmo, muitas vezes inconsciente, que se instala em quem pede. E isso vai sufocando, até que um dia a gente adoece – porque a angústia se interioriza. Ou também explode. E o final da história todo mundo sabe: amizades se desfazem, laços se estremecem e prejuízos no trabalho acontecem.

Como disse, culturalmente somos criados para não desagradar as pessoas. E querer agradar por quê? Porque muitos de nós ligamos nossa autoestima à aprovação do outro. Os psicólogos dizem. É o medo da rejeição, de não ser aceito. E acabam deixando de lado seus desejos e necessidades porque temem ser excluídas. Quando muito, mergulham num processo de auto anulação. Conheço gente assim: arruma de atestado médico a dentadura, só para ajudar os outros. Fico pensando o quanto deve ser sufocante para estas pessoas estarem envolvidas em problemas que não são seus. E que, talvez, elas quisessem o auxílio de alguém para resolver seus próprios problemas ou, até mesmo, alguns momentos de paz. Pior, acabam nas mãos de aproveitadores.

Saber dizer não passa pela confiança de si mesmo. O “sim” e o “não” são escolhas. O importante é sabermos qual delas fazer, porque a qualquer momento vamos ter que utilizá-las.

Já percebeu que, normalmente, quem tem problema em dizer “não”, não costuma aceitar um “não”?

Na vida pessoal ou no trabalho, negar é um grande dilema. Eu bem sei disso. Mas num artigo que li da consultora americana Marla Tabaka, ela afirmou que a arma mais poderosa para que o profissional consiga produzir e não ficar sobrecarregado é aprender a dizer não para si mesmo, para o chefe e colegas de trabalho, para amigos e até mesmo para os clientes.

Ela diz que para começar a mudar, devemos conhecer a si próprio, os anseios, limites, necessidades. É preciso ter coragem para lidar com todos os tipos de reações, tendo a certeza que o clima negativo que será gerado passa muito mais rápido do que a angústia que ficará na gente. É a história do tentar negar sendo gentil (quase um “matar sorrindo”). E se a relação se abalar? Bem, neste caso você deve rever se o sentimento que você nutre é recíproco.

Falar “não” é tão difícil quanto aceitá-lo. Mas saiba: NÃO é uma palavra mágica!

Texto Original é de Walcyr Carrasco Escritor, autor de novelas e dramaturgo

Mauricio A. de Paula

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Domine seus pensamentos ou eles te devoram

Pessoal boa tarde,

O texto abaixo é da jornalista Alice Salvo Sosnowski o qual fala sobre a saúde da nossa mente e o perigo que maus pensamentos trazem para nosso corpo e consequentemente atos e ações.

O texto é para reflexão e porque não prática de como podemos tentar amenizar pensamentos que só nos prejudicam.

boa leitura a todos;

Nossos pensamentos definem nossa qualidade de vida. Veja algumas técnicas úteis que separei para quem quer lidar com a mente de forma saudável;

Há algumas semanas fiz um texto sobre ansiedade e fiquei impressionada com a repercussão. Milhares de views, dezenas de comentários e até mensagens inbox evidenciam que esse é um assunto latente no mundo do trabalho. Alguns desses comentários apontaram as prováveis causas do problema, como o leitor Eduardo Massaru Notaro:

“É ansiedade de não conseguir emprego, de ser demitido, de não saber se o dinheiro vai dar para o mês, de ser assaltado, de ser sequestrado…é muito complicado. E pra piorar, o país tem uma desorganização generalizada”

Concordo com o Eduardo. Vivemos mais um momento de instabilidade política e econômica (quando o Brasil não vive em crise, afinal?) somado à violência nas cidades (este ano, perdi um amigo baleado num latrocínio) e às incertezas do futuro do trabalho. No Brasil até 2030, 16 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação tecnológica e inteligência artificial, segundo dados da consultoria McKinsey. O mercado de trabalho passa por uma reestruturação semelhante à revolução industrial, com transformação digital, exigências crescentes e uma incerteza constante.

Como não ficar ansioso diante dessas perspectivas? E por que não falamos mais sobre o stress e os sentimentos de angústia que nos preocupam e afetam nossa produtividade? Como estudiosa do comportamento empreendedor e reconhecendo também minhas próprias fragilidades, há anos investigo como a ansiedade atinge empreendedores(as) e profissionais. Um problema crescente que, infelizmente, é colocado debaixo do tapete.

Especialistas apontam que uma das principais causas do estresse e da ansiedade são os pensamentos negativos, improdutivos e persistentes. Eles são capazes de intoxicar nossas emoções e atrapalhar o momento presente por conta da preocupação com o futuro. Por isso, recolhi algumas técnicas úteis que estudei e utilizo para dominar esses pensamentos que bloqueiam nossa criatividade e prejudicam nossa qualidade de vida:

  1. Descanse sua mente: faça exercícios físicos e pratique atividades lúdicas como dança, música e pintura. Leia livros que não são de trabalho, vá ao cinema, ao futebol, encontre amigos e faça mais coisas que te dão prazer e felicidade;
  2. Respire: inspire longamente e expire de uma só vez imaginando que o ar saindo são os pensamentos negativos deixando seu corpo. Essa visualização é super útil nos momentos mais tensos e pode ser o início de uma prática meditativa;
  3. Não faça suposições: “Se eu tivesse feito isso”, “Talvez eu devesse ter ido …”. Não se atormente. Esses pensamentos só servem para julgar e destruir a si mesmo. O que está feito está feito. Assuma os erros como aprendizados e bola pra frente;
  4. Evite relações tóxicas: se cercar de pessoas que você não confia tanto ao vivo como nas redes sociais pode ser um gatilho para a ansiedade. Procure relações e ambientes onde você sinta energia e reciprocidade;
  5. Se organize: arrume seu quarto, seu escritório, sua casa, sua mesa de trabalho, lave a louça. A limpeza nos ambientes exteriores é fundamental para manter o mundo interior organizado;
  6. Tenha contato com a natureza: pés em contato com a grama, a areia da praia; mãos que mexem na terra e se deliciam na água gelada. Nada como a natureza para nos colocar no momento presente;
  7. Conexão espiritual: não precisa ir a um culto semanalmente para ter espiritualidade, mas é extremamente importante acreditar em algo maior que nos dê esperança de seguir em frente apesar dos desafios;
  8. Agradeça: todo fim do dia, faça uma lista das coisas que te deixaram feliz. Pode ser uma conversa interessante, uma comida gostosa, um encontro com amigos. Treine sua mente para identificar momentos prazerosos;
  9. Observe os gatilhos que ativam seus pensamentos negativos e tente não se envolver com eles. Simplesmente coloque o foco em outras questões e deixe que a preocupação desapareça por falta de atenção;
  10. Marque hora e local para as preocupações: Imaginamos que pensar muito pode nos levar à solução dos problemas. Isso não é verdade e só piora as coisas. Escolha um período específico para se preocupar e adquira o hábito de pensar e falar sobre assuntos difíceis em horas determinadas para que as preocupações não ocupem sua cabeça por 24 horas por dia.

Por fim e repetindo o título deste artigo: domine seus pensamentos para que eles não te devorem. A mente é uma ferramenta valiosa e poderosa, mas precisamos aprender a lidar com ela para usufruir de uma vida com mais qualidade. Espero que essas dicas tenham ajudado.

Por fim e repetindo o título deste artigo: domine seus pensamentos para que eles não te devorem. A mente é uma ferramenta valiosa e poderosa, mas precisamos aprender a lidar com ela para usufruir de uma vida com mais qualidade. Espero que essas dicas tenham ajudado.

Texto original: Alice Salvo Sosnowski é jornalista, consultora e especialista em empreendedorismo. Criadora da metodologia O Pulo do Gato Empreendedor©, que trabalha soft skills para empreendedores e intraempreendedores. Mais informações e contato: http://www.opulodogatoempreendedor.com.br

Mauricio A. de Paula

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Importância da liderança emocional: equilíbrio entre o coração e a razão

Pessoal, bom dia…..o texto a seguir é bastante realista e creio que muitos leitores já se depararam com lideres que não possuem equilíbrio no trato com colaboradores….eu mesmo já passei por isso e sei o quanto é difícil lidar com situações desse tipo.

O texto é muito bom, espero que gostem….

Todos nós conhecemos líderes que não sabem lidar com as emoções no trabalho. Esses possuem baixa empatia, são mais focados em tarefas do que em pessoas e comumente não possuem habilidades suficientes para construir relacionamentos saudáveis. Esses gestores, muitas vezes, possuem comportamento autoritário, usam o argumento da força e o poder posicional, e demonstram que são indiferentes sobre como os outros os percebem. Normalmente, apesar dessa postura, são profissionais bem-intencionados, mas mal direcionados.

O comportamento rígido destes líderes influência de forma negativa no ambiente corporativo e gera conversas paralelas, fofocas e mal-estar. Embora eles possam ter algum sucesso na carreira, pagam um preço alto ao criar uma atmosfera ruim de trabalho, com alto turnover e dificuldade de montar uma equipe.

De fato, gestores ou líderes, que não conseguem conciliar o intelecto com as emoções, descobrirão que esse elo é o que faz a diferença. E é através desta ligação que eles podem demonstrar que se importam com os que estão ao seu redor e que podem se conectar de maneira positiva com toda a equipe.

Emoções representam o “coração”. A capacidade de entender e gerenciar os próprios sentimentos e de reconhecer e influenciar nas sensações dos outros é uma habilidade valorizada na liderança, que pode envolver corações e mentes de uma mesma equipe com o mesmo objetivo de descobrir soluções inovadoras que superem as expectativas e os resultados.

Essas emoções podem ativar e motivar o time ou movê-los para alcançar as metas e missões de maneira sadia e estimulante. E para fazer isso com eficiência, é preciso compreender o medo, a empolgação, a incerteza e a desconfiança de todos, além de incentivar e inspirar cada um de maneira única e personalizada, mas de forma eficaz.

A partir daí, existe um equilíbrio entre tarefas a serem executadas e relacionamento profissional, o que irá possibilitar mais criatividade no trabalho, inovação, participação e engajamento.

Já dizia Daniel Golemam, autor do livro Inteligência Emocional: “os membros da equipe não devem apenas entender o processo para realizar seu trabalho. Os líderes precisam se conectar com eles em um nível emocional, para que eles entendam por que seu trabalho é importante e como eles agregam valor. Devem priorizar as trocas entre pessoas antes de abordar as funções a serem realizadas. Isso inclui a construção de uma base de confiança, autoconsciência, preocupação com o próximo, valorização das capacidades dos profissionais, compreensão das motivações individuais, formação de equipes e inspiração, pois assim, se estabelecerá uma base que os ajudará a alcançar os objetivos desejados com eficácia e muito sucesso!”

Texto Original: Sofia Esteves (Presidente do Conselho do Grupo Cia deTalentos )

Mauricio A. de Paula

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Qual o líder do futuro ?

Pessoal boa tarde, encontrei um texto bastante interessante da VP da IBM Luciana Camargo sobre os rumos de como serão os líderes do Futuro. O texto é bastante interessante….espero que gostem!!!!

boa Leitura a todos;

O mundo atual é um mundo de disrupções. Os avanços tecnológicos e a troca acelerada de informação estão mudando todo dia nossa paisagem, nosso meio social e nossos entendimentos de como nos organizar como sociedade. 

O ambiente de trabalho não foge desta regra. De maneira geral, três grandes áreas estão compondo a frente dessas mudanças. Está na hora de repensar os modelos de negócios, pessoas e seus talentos, e como absorvemos experiências.

Começando pelo mais imediato: os negócios precisam ser mais ágeis, fomentar inovação e buscar soluções que trarão um impacto real na experiência oferecida aos clientes. As mudanças acontecem a todo instante e os modelos de negócios tradicionais ficam a cada dia mais longe de nós.

Novos negócios, novas pessoas, novos talentos. Aquelas características valorizadas antes, talvez tenham que ser revisitadas. O mundo hoje exige talentos com capacidades criativas, capacidade de criar soluções nunca antes pensadas. E isso significa aprender sempre – não importa se aos 20 ou aos 50! – e aprender com uma mente receptiva; ser curioso, flexível, absorver a riqueza da diversidade.

Por último, talvez a que merecesse um texto só pra si, a experiência. A decisão pela compra ou consumo hoje é mais intuitiva, menos industrial do que foi um dia. A nova era de negócios vende experiências para uma sociedade moderna. Pensemos aqui o quão criativo e diverso podemos ser! – que irá compor o que fazemos, como tomamos decisões e como isso melhorará o dia a dia daqueles que sonham em viver bem.

E o líder? Ah, o líder é outra peça desse mosaico que forma o novo mundo. E, diria eu, é parte fundamental nessas três disrupções. 

O líder atual deve ter uma visão rica de onde o modelo de negócio está indo, estudar, aprender (e ensinar!) continuamente em que sentido as indústrias estão em plena informação, dando ao time esse senso de clareza e propósito. Deve ser a pessoa com o maior senso de “como meu negócio se encaixa na sociedade?”, “como meu serviço/produto/solução vai sobreviver ao teste das transformações?”

O líder não apenas se adapta: ele antecipa a mudança.

Segundo a Gartner, o volume de dados irá crescer em 800% nos próximos 5 anos. E mais dados significa decisões mais difíceis e com consequências em diversos pontos de vista. E o líder deve ser capaz de ouvir, ler, pesquisar, co-criar, observar, e todos seus verbos favoritos acerca dessa presença e aprendizado contínuo e… e liderar.

O papel do lider da disrupção do Talento é muito importante. Como ajudar pessoas a desenvolver seu potencial, buscar aprender, confiar, empoderar, dar voz a uma organização, olhar um talento sem viés inconsciente e pré-conceitos e enxergar em que sentido aquilo que existe dentro nós ?

Como inspirar pessoas, construir um proposito, fazer outros acreditarem que o mundo será aquilo que seremos, e portanto é nossa responsabilidade – como cidadãos e não somente como empresas – fazer nossa parte alavancando nossa comunidade, nossa sociedade pra um futuro melhor?

Sim, o desafio não é simples.

Vamos focar naquilo que alcançamos de fato; transformar um negócio envolve engajar times que acreditam no que fazem, sentem seu propósito e buscam a mudança. Times engajados são 44% mais produtivos que os satisfeitos e times inspirados 125% mais produtivos. O que são esses números? Pessoas mais felizes, produzindo aquilo que as realiza e trazendo pra sociedade uma nova solução e nova maneira de fazer as coisas.

Assim que, líderes, pensem como proporcionar a experiência única de criar impacto positivo, de inspirar seus times a buscarem seu melhor e construírem um futuro em que todos tenham orgulho de fazerem parte sendo quem são. O avanço tecnológico precisa ser permeado por pessoas que pensam na sociedade e que trazem a ética como valor primeiro e inabalável. 

Tudo isso pra falar que o estilo tradicional de liderança não faz mais sentido hoje. Já não adianta bater no peito e dizer quem manda. O perfil dos profissionais das novas gerações mudou, o modelo de trabalho mudou, o modelo de negócios mudou: como gerir pessoas não teria mudado também?

Para isso, devemos desvestir a carapaça do “eu sei tudo.” Observar negócios novos, que trabalhem em nichos de mercado totalmente alheios, pode trazer insights. Ler sobre o mundo também. Estudar. Aprender. Ouvir. E nos tornando profissionais melhores e mais completos, nos tornaremos cidadãos mais completos. Humildade, empatia, resiliência aliados à curiosidade são fundamentais nessa nova era.

E é até bom se convencer que não sabemos de tudo. Afinal, não sabemos mesmo, e o mundo faz questão de nos mostrar isso cada vez mais. Bem vindo a nova Era.

Texto Original de Luciana Camargo Pereira (HR VP at IBM Latin America)

Mauricio A. de Paula

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Você já foi injustiçado no trabalho?

Pessoal boa tarde, mais um excelente texto do Eberson Terra sobre situações nas relações trabalhistas…..espero que gostem

boa leitura;

Raiva? Desespero? Impotência? Estes são alguns dos sentimentos que podem aparecer quando você é injustiçado. Aquele nó na garganta que nos abala e nos aprisiona momentaneamente ao ser colocado em uma situação que não merecia estar.

Teimarei em dizer que pelo menos uma vez, cada um de nós fora injustiçado ou julgado de maneira equivocada na vida. Afinal, a vida não é baseada na justiça, deveria, mas não é.

No início da minha carreira fui convidado pela minha empresa a participar de um curso de alto investimento. Prontamente aceitei a oportunidade! Só que apenas 3 meses depois fui selecionado para uma vaga mais sênior em outra companhia de outro estado. Eu não poderia recusar tal proposta já que ela me daria um futuro melhor e me faria crescer rapidamente na carreira.

Ao tentar explicar os motivos de minha saída no momento do desligamento, fui “julgado” pelo diretor que me concedera o curso, sob a justificativa de que usei de má fé, pois já tinha aceitado o novo emprego antes mesmo da realização do treinamento e que levaria o conhecimento que adquiri propositalmente. O que obviamente não era verdade.

Aquela situação me abalou demais, pois além do julgamento equivocado ele não afetava apenas uma questão profissional, mas também diretamente meus princípios e valores.

Tentei então sugerir o pagamento do curso com meus direitos trabalhistas, mas a empresa não aceitou, me deixando em uma situação ainda mais dolorosa: a de “dever um favor”.

Eu era novo e ainda não tinha formado uma casca dura o suficiente para suportar aquela situação e fui para a discussão. Uma decisão equivocada e imatura! O desgaste não reverteu a percepção do diretor, tampouco aliviou meu sentimento de impotência.

Ao ser injustiçado, ir para o embate pode revelar fraquezas emocionais tão devastadoras quanto qualquer sofrimento causado pela própria injustiça. Por isso é importante ter calma e analisar friamente o que possa ter levado ao julgamento equivocado.

“Quem comete uma injustiça é mais infeliz que o injustiçado. – Platão”

 O julgamento vem antes da injustiça

O julgamento equivocado precede qualquer ação que possa levar a uma injustiça. As pessoas fazem julgamento o tempo todo e tomam decisões sob o olhar dos fatos que tem à sua disposição. Mas nem sempre a concepção de uma ideia de julgamento passa por uma análise profunda e imparcial do que está disponível, além de poder carregar juízo de valores e crenças diferentes de quem está sendo observado. E assim nasce o julgamento, com a verdade construída pela coleção de dados, fatos e emoções do tomador do pensamento.

Quando o julgamento superficial e equivocado vem à tona é natural que ele vire uma injustiça, ou seja uma ação acontece para torná-lo público. Isso pode vir através de uma demissão, um feedback mal feito ou a quebra de um contrato.

Falta de empatia ou empatia apenas com os outros?

Os círculos sociais podem gerar crenças “empáticas” que prejudicam um julgamento imparcial. Já vi muita gente dizer estar sendo injustiçada por condutores mal informados ou mal-intencionados que levam dados já carregados de juízos e reflexões ao tomador de decisão, nascendo assim a influência “tóxica”. Líderes mal assessorados e que ficam longe da operação podem ser o exemplo mais comum para este tipo de situação e estão mais suscetíveis a cometerem injustiças.

Cuidado com a vitimização

Não posso deixar de salientar que um injustiçado pode e deve lutar pela verdade, mas por outro lado é de extrema prudência não cair na armadilha chamada “vitimização”. Isso acontece sempre quando alguém acredita cegamente que uma vez injustiçado, sempre será uma vítima de injustiças. Aqueles que ao invés de buscarem de maneira franca e direta a verdade, sussurram pelos cantos reclamações e murmúrios de uma vida difícil e cheia de intempéries. Nestes casos, o injustiçado não consegue sair dos sintomas que citei no início: impotência, raiva ou desespero. Ficando passivos com a própria dor. Mais um sinal de imaturidade e falta do uso da inteligência emocional.

Então o que fazer diante de uma injustiça?

Como a inteligência emocional pode te ajudar a superar ou reverter a injustiça?

  1. Identifique a injustiça: Parece controverso, mas é importante ter consciência de que sua postura esteve sempre dentro de suas convicções e quem o julgou não está correto. Esta é a primeira coisa para não cair no sentimento de você estar errado e agir passivamente na situação;
  2. Busque fatos que revelem a injustiça: Antes de qualquer ação diante da injustiça, busque entender o que levou àquele julgamento e quais fatos foram usados para ele. Identifique fatos que contra argumentam aquele posicionamento, auxiliando assim a construção de uma narrativa para convencer quem fez a injustiça quanto quem concordou com tal ato;
  3. Encontre o melhor momento para falar: Concordo que nem sempre é fácil ter espaço para este diálogo, as pessoas que tomam decisões nem sempre são acessíveis e por isso a construção dos argumentos não pode demorar. Não use momentos públicos como reuniões de trabalho com todo o time ou em convenções em que o foco estará em outro assunto, isso pode virar contra você;
  4. Parta para o diálogo: Com os fatos e a narrativa montada, entre em um diálogo franco e esclarecedor para tentar reverter qualquer mal-entendido;
  5. Se a injustiça persistiu e te prejudicou busque seus direitos: Algumas vezes a injustiça prejudica financeiramente, moralmente ou socialmente uma pessoa. Em casos em que não houve reversão, é importante sim buscar direitos, sejam eles trabalhistas, cíveis ou até criminais para reverter os problemas causados pela injustiça. Eu sinceramente a utilizaria em último caso, mas entendo ser um caminho a ser tomado em situações extremas;
  6. No fim, perdoe: Se você está consciente de que o acontecimento realmente foi uma injustiça, se buscou o diálogo em todos os momentos oportunos e mesmo assim se sentiu prejudicado ou não conseguiu reverter a postura de quem o jugou, vá adiante. Não transforme sua vida em uma série de tentativas amarguradas. Quem mais precisa saber a verdade sobre a injustiça é o próprio injustiçado.

Saiba que as injustiças nunca vão acabar, então o melhor é se precaver e saber agir da melhor forma possível diante delas. Se elas acontecerem com alguém perto de você não seja passivo, auxilie, quem fica passivo diante da injustiça é tão culpado quanto quem a cometeu!

Texto Original de Eberson Terra (LinkedIn Top Voice)

Mauricio A. de Paula

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Complicar é para amadores. Profissionais bem-sucedidos simplificam

O texto abaixo foi publicado originalmente em Época Negócios e é de autoria de Marc Tawil.

Por favor leiam com atenção e reflitam a respeito de como simplificar o dia a dia nas empresas ou até mesmo em casa.

Boa leitura a todos:

*Planejar demais, analisar demais, aperfeiçoar demais.

Aceitar responsabilidades além da nossa capacidade e valorizar longas horas de trabalho como marcas de uma vida plena e produtiva são um conceito ultrapassado e traiçoeiro: nos fazem acreditar que somos inteligentes e perspicazes, quando a realidade é justamente o oposto.

  • O que aprendi ao levantar da cama às 4h todos os dias

Complicar o trabalho e a vida acreditando estar fazendo a coisa certa é um expediente reservado aos amadores. Profissionais bem-sucedidos em suas áreas trabalham para simplificar todos os aspectos de sua vida. Mais do que isso: se convenceram, há tempos, de que processos complexos produzem resultados ineficazes.

Antes de prosseguir, vale lembrar que o conceito de sucesso é elástico, pessoal e intransferível: vai do “muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender” até hobbies, uma vida no campo, o dobro do tempo com os filhos e viagens.

Viver uma vida simples (e não simplória, banal ou superficial) diminui o estresse e clareia as ideias. Aumenta o foco e a atenção diante do que se mostra relevante e indica o quê, por que e como tudo deve ser feito.

Concentrar a nossa energia nas coisas essenciais economiza tempo e preserva a saúde mental para que nos dediquemos à família, aos amigos, ao esporte e, pasme, ao trabalho.

Aquela ou aquele que é incapaz de relaxar ou aproveitar bons momentos porque persegue o sucesso a qualquer custo carrega consigo uma bagagem invisível aos olhos e letal para o coração. Uma bomba-relógio sempre prestes a explodir.

Pensar simples nos ajuda a visualizar e definir metas com prazos diversos. E a realizar mais e melhor. Sim, porque encarar processos complicados nos dá uma falsa sensação de trabalho árduo – e pode até ser mesmo, apesar de os resultados serem quase sempre abaixo da crítica.

Quem entendeu o poder da descomplicação não precisa – e nem deseja – viver como a maioria confusa, ofegante e quase travando, como um velho computador ultra carregado.

Steve Jobs, inventor e CEO da Apple, classificou a simplicidade como “mantra”: “O simples pode ser mais difícil do que o complexo: é preciso trabalhar duro para limpar seus pensamentos de forma a torná-los simples. No final, vale a pena, porque, quando chegamos lá, podemos mover montanhas”.

Jobs estava certo. A arte da simplicidade demanda visão, criatividade, lógica e congruência. Então, por onde começar?

O primeiro passo da simplificação é criar rotinas. Elas podem ser diárias, semanais, mensais, trimestrais e anuais.

Elencar, na véspera, as tarefas do dia seguinte e iniciar pela mais importante também contribui para o processo. Assim como delegar e ter a humildade para aceitar que não somos bons em tudo.

Profissionais orientados pela simplicidade evitam o multitasking (multitarefa) e as distrações tecnológicas desnecessárias, como notificações de redes sociais e a checagem sistemática do e-mail. Preferem fazê-la por períodos.

Por fim, trabalham para resolver (e não para criar) problemas.

Agir com objetividade e ser reconhecido por isso transfere a sua reputação de forma automática para o campo dos profissionais equilibrados, sofisticados e atualizados.

E te custa menos, uma vez que simplificar significa investir no que é essencial e prioritário.

É ou não é um ótimo negócio?

Texto Original de: Marc Tawil (Empreendedor, comunicador, escritor, palestrante e filantropo)

Mauricio A. de Paula

http://www.treasurybusiness.com.br

e-mail: mauricio@tresurybusiness.com.br

Férias sem culpa, e também sem essa de “se for urgente pode me ligar”

Pessoal selecionei mais um excelente texto sobre o comportamental dentro de algumas organizações/pessoas. Hoje é muito comum que muitos colaboradores tenham uma certa sensação de culpa quando saem de férias, e esse fato é decorrente da pressão interna de “chefes” que não olham o bem estar dos colaboradores e estão voltados somente a resultados da empresa seja la a que preço/sacrifício for.

O texto abaixo é do Rodrigo Giaffredo e descreve muito bem a sensação de culpa que muitos colaboradores sentem aosair em suas merecidas férias.

boa leitura a todos;

Alô você que espera um texto repleto de justificativas para o fato de que hoje em dia, com essa moda de times pequenos e processos acelerados, fica difícil deixar a #equipe descansar sossegada nas férias: pode escolher outro texto pra ler, porque eu não estou aqui pra defender esse sacrilégio que é exigir que as pessoas trabalhem anos sem parar nem por uma semaninha pra curtir em paz.

Agora você que entende que apesar de tudo isso, dá sim pra equilibrar as coisas, e planejar períodos de férias pra si mesmo e pra sua equipe – caso você seja #líder – vem comigo que o rolê vai ser dahora.

Cara, vou te falar por que resolvi escrever esse texto.

Primeiro porque acabei de voltar das minhas férias, que aliás sempre combino com um detox tecnológico – não atendo nem telefone, de jeito nenhum – que me faz muito bem, daí imagina o grau de #inspiração do tio aqui pra falar do assunto!

Segundo, porque toda vez que fui contar pra galera sobre minhas férias, naquele-papo-vai-papo-vem, quando eu perguntava pra outra pessoa como foram as férias dela, eu ouvia sempre variações do famigerado “saí mas não saí” sabe?

A pessoa tira os dias, mas leva celular, #computador, olha e-mail toda hora, entra em #reunião, despacha assuntos… poxa mano, sério?

Isso lá são férias aonde?

E sabe o que eu percebi, uma espécie de vergonha de dizer pra os colegas e pra o chefe que saiu de férias e que gostou de ficar desligado.

Isso, você não leu errado não, vergonha de sair de férias pra valer.

Daí fui estudar o fenômeno, porque não vejo #lógica em se sentir assim., e quando você cavuca bem, percebe que geralmente perto da hora em que a pessoa é obrigada a tirar as férias, o lance das compulsórias, começa uma chantagem #emocional da galera sabe… tipo, “então, você vai tirar férias né, mas aquele projeto que tá na tua mão, nossa tá muito em evidência, tá no radar de todo mundo… eu sei que já tá no limite pra você cancelar, mas será que não dava pra você ficar pelo menos em standby, vai que né?”

Daí a vítima, que tem uma série de motivos pra preservar seu #emprego, sucumbe à chantagem e só não cancela a viagem porque já tá tudo pago.

Eu fico imaginando a cara da família, que estava louca esperando chegar aquele momento em que todos finalmente iriam passar dias inteiros juntos, mesmo que fossem poucos, curtindo um ao outro, conversando, rindo, passeando e tirando onda sem esquentar a cabeça… só que não.

O fulano fica lá, conferindo celular toda hora, dando resposta evasiva pra criança que quer um pingo de atenção, fica emburrado com a patroa porque tem que voltar logo pro hotel pra entrar naquela reunião que vai começar já já e ela fica enrolando pra escolher a miçanga, enfim, uma bela de uma porcaria de férias do caramba né.

E durante meu devaneio eu me liguei de um #negócio, a gente pode falar o que quiser, e olha só, eu sei que essa pressão toda que eu descrevi em tom de ironia uns parágrafos pra cima existe pra valer, mas cara não tem como fugir também da nossa parcelinha básica de culpa por ter que passar esse nervoso até nas férias.

Afinal de contas, a gente sabe que o direito de tirar férias está lá, esperando pela gente, então por que não #priorizar essa parada, organizando tudo que precisa ser organizado bem, mas beeeeeem antes mesmo do período de descanso chegar?

Por que não educar os coleguinhas e o chefe sobre a importância desse momento, e tranquilizar a todos deixando as paradas mais azeitadas pra que não haja nenhum sentimento de desconforto, ou melhor ainda, nenhuma encheção de saco na sua ausência?

E olha só, vou te dizer que mesmo que toda essa organização prévia não funcione, a gente ainda tem – e sempre vai ter – a opção de dizer não pra aquela vontade loka de não ficar por fora, essa doidera de olhar e-mail toda hora, essa mania de querer se inteirar de tudo que está rolando na sua ausência, mano isso faz mal demais!

Lembrei de uma das minhas experiências profissionais passadas, ainda na #indústria automobilística, quando eu fazia hora extra demais mesmo, dia de semana, fim de semana, não curtia minhas férias, o perfeito otário sabe, e pra que? Pra nada mano, pra nada, vai por mim…

Sou bem mais respeitado e meu #trabalho é bem mais reconhecido hoje, e creio que em grande parte porque entre outras coisas aprendi a combinar o jogo com geral de forma madura e franca.

Do mesmo jeito que não respeitavam meu descanso nessa vida passada que mencionei no exemplo, não respeitavam várias outras paradas, era como se eu mesmo com o meu excesso de “#engajamento” tivesse feito com que o pessoal perdesse o respeito por mim… e pra ter o respeito de geral, a gente precisa se dar o respeito primeiro, e deixar claro pra todos qual a nossa definição particular de respeito.

Pensa comigo, estando tudo certo, ajustado, combinado e assegurado, não tem por que ficar nessa nóia aí de sair de férias e não desligar, não tem mesmo.

Vamos combinar uma parada aqui, nas tuas próximas férias, experimenta desconectar geral.

E se bater um medão, é só lembrar que a #empresa já existia antes de você chegar – e aliás ela funcionava muito bem, senão nem tinha durado até os dias de hoje – e mais, ela tem a intenção de continuar a existir por longos anos após a sua saída… então vai me dizer que no auge do seu egocentrismo, você realmente acredita que ela não vai suportar ficar 10 dias sem vossa excelência?

Quem não vai suportar esse ritmo maluco é você… a maquininha uma hora pifa viu, escuta o tio.

Férias não são motivo de vergonha, são motivo de alegria.

Agora faz um favor pra nós dois, vai lá e curte suas férias, sem culpa e também sem essa de “se for urgente pode me ligar”.

Texto Original de Rodrigo Giaffredo (Co-fundador da Super-Humanos Consultoria)

Mauricio A. de Paula

http://www.treasurybusiness.com.br

e-mail: mauricio@tresurybusiness.com.br